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sexta-feira, 21 de maio de 2010

Sei Lá!

Sei Lá!!!


Compositor(es): Toquinho / Vinicius De Moraes


Tem dias que eu fico pensando na vida
E sinceramente não vejo saída.

Como é, por exemplo, que dá pra entender:
A gente mal nasce, começa a morrer.

Depois da chegada vem sempre a partida,
Porque não há nada sem separação.

Sei lá, sei lá, a vida é uma grande ilusão.
Sei lá, sei lá, só sei que ela está com a razão.

Ninguem nunca sabe que males se apronta.
Fazendo de conta, fingindo esquecer
Que nada renasce antes que se acabe,
E o sol que desponta tem que anoitecer.

De nada adianta ficar-se de fora.
A hora do sim é o descuido do não.

Sei lá, sei lá, só sei que é preciso paixão.
Sei lá, sei lá, a vida tem sempre razão.

Tem dias que eu fico pensando na vida
E sinceramente não vejo saída.

Como é, por exemplo, que dá pra entender:
A gente mal nasce, começa a morrer.

Depois da chegada vem sempre a partida,
Porque não há nada sem separação.

Sei lá, sei lá, a vida é uma grande ilusão.
Sei lá, sei lá, só sei que ela está com a razão.

Ninguem nunca sabe que males se apronta.
Fazendo de conta, fingindo esquecer
Que nada renasce antes que se acabe,
E o sol que desponta tem que anoitecer.

De nada adianta ficar-se de fora.
A hora do sim é um descuido do não.

Sei lá, sei lá, só sei que é preciso paixão.
Sei lá, sei lá, a vida tem sempre razão.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Luto por Memélia

A mãe do Chico faleceu na madrugada desta quarta feira!
Maria Amélia Buarque de Holanda morreu aos 100 anos!
Só quero deixar minhas considerações e meu luto!
(Sogra querida..)



Na imagem: Maria Amélia e sua Bebel Gilberto (filha da Cantora Miucha), duranta festa do centenário de Memélia, em janeiro deste ano...

quarta-feira, 24 de março de 2010

Quisera!

"Estava atoa na vida e o meu amor me chamou para ver a banda passar tocando coisas de amor" (Chico Buarque)

Quisera balbuciar tais palavras com a convicção de ser real!
Não o fato de estar atoa (mas quem sabe ao menos uma vez na vida sentir-se atoa na vida, sem os compromissos que nos obrigam a ter, apenas com os compromissos que queremos que sejam nossos)

Quisera que o tal amor chamasse! (não apenas pra ver a banda passar, mas para tocar nela, cantar com ela e fazer parte dela)

Quisera não só ouvir as coisas de amor, mas sim tocá-la, com a propriedade de quem toca, canta e sente as coisas do amor!

Quisera que fosse assim! Apenas!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Chico Buarque é mais lembrado que Euclydes da Cunha, diz pesquisa

RAQUEL COZER

da Folha de S.Paulo

Milton Hatoum, Rubem Fonseca e Chico Buarque estão entre os autores mais lembrados hoje por estudiosos de literatura brasileira no exterior, à frente de nomes como Euclydes da Cunha (1866-1909) e Manuel Bandeira (1886-1968).

Esse é um dos resultados iniciais de um mapeamento sobre como a produção literária do Brasil é recebida em outros países. Os primeiros números, aos quais a Folha teve acesso, serão divulgados hoje, na abertura do "2º Conexões Itaú Cultural: Encontro Internacional de Literatura Brasileira", no Rio.

Fragmentos disponíveis em http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u659390.shtml


sexta-feira, 10 de julho de 2009

Algumas palavras sobre Talese e Chico

Exclamou: Dos geminianos, só o Chico. Então, ela lembrou que esse era seu signo ascendente. Aquariana e ascendente em gêmeos, será se é boa pessoa.
Não sabia, se era outra coincidência, mas Talese é aquariano. Refletiu, deixou os acasos e continuou.

Talvez, não por acaso estivesse lendo "Tantas palavras". Descobriu o menino que adorava futebol de botão e para tal criara até um time: o Politheama! Apaixonado por futebol! Criador de cidades em que, inclusive acidentes geográficos, tinham nome e sobrenome! Ela conta que só não apreciava a escolha que ele fizera pra time do coração... Nada contra o fluminense, ela exclamava. E também, nada a favor.
Até Bob Marley bateu uma bolinha no Centro Recreativo Vinícius de Moraes, sede que Chico criara para o time Politheama. O poeta, artista, cancioneiro não respira mais a música de outrora! Segundo ele, a música ficou no passado, em outra época, na juventude de outro tempo. Agora, na fase madura de sua arte, dedica-se à literatura. E ao mais difícil dela, ao ensaio.

Realmente, deveria ter ido à FLIP... Além de Chico, que apresentou sua mais nova obra, Leite Derramado, estava na 7ª Festa Literária Internacional de Paraty, o pai do new journalism , Gay Talese!

O jornalista norte americano entrou para a história da Comunicação Social, ao incorporar no jornalismo características de literatura, com atenção aos detalhes na descrição de cenas, diálogos e ponto de vista dos personagens. Talese sempre acreditou na qualidade da construção jornalística e que a pressa e a rapidez exigida pelos meios pode sim prejudicar as reportagens. Convidado de honra da FLIP, o jornalista defende que as vezes notícias são muito óbvias e prefere as outras ramificações. Ao lado do inseparável chapéu, com seu terno completo e sua gravata amarela, Gay Talese contou que aprendeu com a mãe o faro jornalístico. Uma vendedora de vestidos, que tinha profundo interesse nas histórias de suas clientes e ensinou ao filho o princípio que guiou sua vida e carreira.


Realmente, perdemos. Tanto eu quanto a pequena! Tomara que no próximo ano o Chico lance mais um livro ou Talese resolva voltar ao Brasil. Como dizem - "sonha Alice"!

domingo, 5 de julho de 2009

Na FLIP, Chico se eu tivesse lá!

Sim, meu (olha a intimidade) geminiano favorito... (SOL, vc tb, ok!). Se eu tivesse ido à FLIP, teria acampado na mesa 10 por mais de 10 dias, se necessário... Vê-lo passando assim... Ouvi-lo falando assim. Sobre o Leite Derramado, inspirações e transpirações.
Sim, Chico! Se tivesse ido à FLIP, com certeza vc não me escaparia...

:)

terça-feira, 24 de março de 2009

Desalento - Chico Buarque

Sim, vai e diz
Diz assim
Que eu chorei
Que eu morri
De arrependimento
Que o meu desalento
Já não tem mais fim
Vai e diz
Diz assim
Como sou
Infeliz
No meu descaminho
Diz que estou sozinho
E sem saber de mim

Diz que eu estive por pouco
Diz a ela que eu estou louco
Pra perdoar
Que seja lá como for
Por amor
Por favor
É pra ela voltar

Sim
Sim, vai e diz
Diz assim
Que eu rodei
Que eu bebi
Que eu caí
Que eu não sei
Que eu só sei
Que cansei, enfim
Dos meus desencontros
Corre e diz a ela
Que eu entrego os pontos

Para lembrar... desses olhos, sempre olhos.

terça-feira, 3 de março de 2009

O quereres de sempre querer

Sim, o quereres de sempre te querer. De sempre esperar algo que inevitavelmente jamais chegará. É um querer sofrido, mas que também é gostoso de querer, de esperar, de imaginar, de sonhar. Trágico e angustiante. Assim é o querer de estar sempre sim.
Quando dizes, penso! Quando tocas, sinto. Mas onde quero a mansidão, tenho a tortura. Onde quero amplidão, eu piso o chão.
Ah bruta flor do querer... Bruta flor, girassol, ipê.
Onde eu busco o espirito, apenas o ato. E tento abraçar o mundo inteiro e deparo-me com um cantinho dele apenas.
E assim, ao "quereres de estares sempre a fim, do que em mim é de mim tão desigual. Faz-me querer-te bem, querer-te mal. Bem a ti, mal ao quereres assim, infinitivamente pessoal. E eu querendo querer-te sem ter fim. E, querendo-te, aprender o total. Do querer que há e do que não há em mim".

"Por que existe sempre em mim"


O Quereres
(Caetano Veloso)

Onde queres revólver, sou coqueiro
E onde queres dinheiro, sou paixão
Onde queres descanso, sou desejo
E onde sou só desejo, queres não
E onde não queres nada, nada falta
E onde voas bem alta, eu sou o chão
E onde pisas o chão, minha alma salta
E ganha liberdade na amplidão

Onde queres família, sou maluco
E onde queres romântico, burguês
Onde queres Leblon, sou Pernambuco
E onde queres eunuco, garanhão
Onde queres o sim e o não, talvez
E onde vês, eu não vislumbro razão
Onde o queres o lobo, eu sou o irmão
E onde queres cowboy, eu sou chinês

Ah! bruta flor do querer
Ah! bruta flor, bruta flor

Onde queres o ato, eu sou o espírito
E onde queres ternura, eu sou tesão
Onde queres o livre, decassílabo
E onde buscas o anjo, sou mulher
Onde queres prazer, sou o que dói
E onde queres tortura, mansidão
Onde queres um lar, revolução
E onde queres bandido, sou herói

Eu queria querer-te amar o amor
Construir-nos dulcíssima prisão
Encontrar a mais justa adequação
Tudo métrica e rima e nunca dor
Mas a vida é real e de viés
E vê só que cilada o amor me armou
Eu te quero (e não queres) como sou
Não te quero (e não queres) como és

Ah! bruta flor do querer
Ah! bruta flor, bruta flor

Onde queres comício, flipper-vídeo
E onde queres romance, rock'n roll
Onde queres a lua, eu sou o sol
E onde a pura natura, o inseticídio
Onde queres mistério, eu sou a luz
E onde queres um canto, o mundo inteiro
Onde queres quaresma, fevereiro
E onde queres coqueiro, eu sou obus

O quereres e o estares sempre a fim
Do que em mim é de mim tão desigual
Faz-me querer-te bem, querer-te mal
Bem a ti, mal ao quereres assim
Infinitivamente pessoal
E eu querendo querer-te sem ter fim
E, querendo-te, aprender o total
Do querer que há e do que não há em mim

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Desalento

Desalento

Composição: Chico Buarque - Vinicius de Moraes

Sim, vai e diz
Diz assim
Que eu chorei
Que eu morri
De arrependimento
Que o meu desalento
Já não tem mais fim
Vai e diz
Diz assim
Como sou
Infeliz
No meu descaminho
Diz que estou sozinho
E sem saber de mim
Diz que eu estive por pouco
Diz a ela que estou louco
Pra perdoar
Que seja lá como for
Por amor
Por favor
É pra ela voltar
Sim, vai e diz
Diz assim
Que eu rodei
Que eu bebi
Que eu caí
Que eu não sei
Que eu só sei
Que cansei, enfim
Dos meus desencontros
Corre e diz a ela
Que eu entrego os pontos

Fluídos desalentos...
Diria, talvez, quem sabe, ou melhor, traduziria em três palavras:

Lindo, impossível e eterno