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sábado, 18 de agosto de 2012

Quando pensei!

Conheci um poeta bandido que dizia que “o amor não tem culpa e nem desculpa, te amo porque sim e só”... Tão simples pensei... Será?! E nesse pensar, pensei, pensei, pensei! repetidas vezes o mesmo verbo e o mesmo ato.
Cansei de pensar... Poderia ser simples, pensei. Daí volte mais uma vez a pensar de novo. Desisti de pensar e pensei em ignorar aquilo. Não consegui. Pensei que estava pensando demais naquilo e resolvi pensar em esquecer.
Esqueci. Lembrei de novo! Compliquei tudo. Ai, de tanto pensar, cheguei à conclusão de que pensamos tanto, tanto e tanto e não fazemos nada.  Ou fazemos?
Pensando nisso resolvi agir, escrevi, escrevi, e  nisso comecei a pensar no que escrever. Digamos que de tanto pensar não consegui escrever nada, e então decidi escrever sobre pensar.  Uma boa ideia? Pensei que não.
Daí de descobri, de uma vez por todas,  que tudo deveria ser simples, tudo , até mesmo pensar. Assim como o amor, a amizade, que existem, existem sim, porque sim e só. Sem culpa ou desculpa. Com todas as formas, cores e modos.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Isso era tudo!

Vez ou outra alguma coisa que você vê, lê ou escuta, faz sentido em sua vida!
Lemos Clarice (Lispector) no fim de semana, por exemplo! Contos, alguns! Um deles, "O primeiro beijo", chamou bastante nossa atenção! Clarice discorre, ao seu modo intimamente peculiar,as emoções e a sensação da passagem da infância para a adolescência! Ela é tão atenciosa aos detalhes, ao mesmo tempo em que é tão egoísta quando não os conta explicitamente,reservando-os para o momento certo. Assim é Clarice, sempre há um momento de epifania, de revelação, quando você parece encontrar a resposta! E foi assim em "O primeiro beijo"....
Queria hoje uma narrativa de Clarice, pois assim saberia que em um dado momento do enredo, haveria de se encontrar uma resposta!
Na verdade, nem sabemos se queríamos encontra-la mesmo! Se é que por acaso ela existe!
E outra, nem era sobre isso que queríamos escrever agora!
A intenção primeira era compartilhar uma foto de mural no facebook e a frase de Caio Fernando Abreu que a acompanhava!

"Ela gostava de estar com ele, ele gostava de estar com ela. Isso era tudo"



terça-feira, 23 de novembro de 2010

Palavras sobre Genalva...

"Chuva, chuva, chuva... para todos os lugares...

Às vezes, olho um vulto na janela,

Acho que é Genalva a me espreitar...

Sei que ela nunca vai me deixar,

Em qualquer momento, vai sobrar um rastro, um borrão de gordura no vidro

Uma sombra dela a me olhar

A saber o que verdadeiramente eu sinto por dentro..."


(Palavras by Selva)

Acredito que Genalva é a única que nos entende...

terça-feira, 2 de março de 2010

O pôr do sol, os patos e os pescados

Apesar dos sonhos, digamos assim, esteticamente não tão belos, sonhados de domingo para segunda, lembrou-se de um sermão que ouviu no domingo, pouco antes de dormir:
- Ninguém é importante o suficiente para estragar o seu dia. Não dê tanto poder ao outro! Você pode começar de novo!

Embora, inconscientemente, guardou consigo aquela fala e com certeza a usaria no decorrer do dia... Mesmo tendo acordado cedo, chegou atrasada ao trabalho. Com sorrisos mil e bom dias (uns sinceros e outros não), ficou também a mil durante a manhã...

Ingênua! Não imaginava!

Das peripécias diárias, entre médicos, despachos, protocolos, correspondências oficiais e emails, teve um dia diferente, como disse a Pequena: um dia não, um fim de tarde!

Confessou que o sanduiche estava assim meio murcho, mas o suco de goiaba (um dos preferidos) estava divino! Como exagera! Mas sim, talvez estivesse mesmo!

Como disse: Queria o romantismo do dia, e conseguiu! Apesar de ser segunda feira, questionava-se: Quem decretou que segunda feira é apenas dia de trabalhar, em que não se pode ser feliz?

Sim, ela tinha razão... (graças a vc)

Então, dos atos, vamos a alguns deles:
Sobre a fotografia que não tirara: Sim, projetou a imagem em três planos, mas infelizmente não tinha a cam. Primeiro a margem, o pescador despercebido íntimo do rio, e por fim o pôr do sol... Embora, não a concretizou em pixels, mas com certeza, poderá dizer que o fez na alma. Já o pescador, não estava ali no rio apenas por estar... Tinha sim um motivo nobre que com certeza daria ainda mais valor a tal imagem... Seu objetivo era buscar ali, naquele rio que como poucos conhecia, o que mais tarde animaria a festa de grupo de transeuntes, que comemorariam o aniversário de um deles. Um presente simples e honrado, de um pescador.
Depois da cena que não conseguiu capturar, voltou-se então a um grupo de patos que por ali estava. Os patinhos vinham sorrateiramente, nadando numa água que já foi corrente e que de vez em quando assusta com algumas marolinhas, dessas umas fatais outras não. Despercebidos os tais patinhos esbarraram na cerca d’água, que segundo os que a colocaram lá, deveriam barrar as piranhas, mas que agora interrompia a passagem dos patos...
No entanto, o mais interessante não foi isso! Mas, o ritual que aconteceu em seguida... Todos os patos voaram então por cima da cerca, exceto três deles. Dois deles atravessam a cerca por um buraco e outro ficou a observar o ritual que se seguia entre o casal além da cerca... Sobre esse ritual, a pequena não quis assim dar detalhes, ficou a meditar e revelou que conseguira entender vendo o ritual como algumas relações humanas de fato acontecem e de como podemos torná-las hipócritas. Por um momento entristeceu-se, mas não valeria a pena, aliás, o pôr do sol que por ali estava não merecia nenhum vestígio de tristeza...
Então sorriram... sorriram e observaram o pôr do sol.
Pensou nesse dia antes de dormir, como único, devido às imagens, a companhia :), as percepções e conclusões que obtivera...