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domingo, 18 de abril de 2010

Das mesmices e do pensar diferente!

Fiquei pensando nas barbáries "achistas, preconceituosas e vagas" que ouvi esse fim de semana, dai questionei alone comigo:
Melhor a porcaria ou silêncio? Ao ouvir porcaria posso conhecer as pessoas q realmente precisam de ajuda e agir para que jamais aja como elas.
Ao contrário delas que querem continuar aceitando as imposições do sistema, prefiro acreditar e com base teórica, na emancipação do ser, no livre arbítrio! O que me faz assumir tb que ainda precisamos evoluir muito para isso, e justamente por saber e acreditar q não admito que as mesmices predominem e o sistema apenas continue se propagando...
Só pra fechar o assunto (ou tentar), isso é q dá escolher algo totalmente dispare para estudar, no entanto, o problema não é o assunto, do qual pude tirar percepções corretas e reflexivas, as quais serão decisórias ao longo do tempo... O ruim é continuar ouvindo as mesmices e a crença nelas....
Mas ainda existem os que salvam.. Entre eles, uma amiga q acredita na força da educação, assim como eu também acredito na força do acesso à informação...
Optar por estudar sobre isso é tentar encontrar meios de propor mudanças a esse sistema fechado e excludente e pensar na força e necessidade da emancipação do ser..
Se eu não acreditar q é possível um mundo melhor , fica difícil lutar!
A face crítica tem me dado amigos e inimigos.. Sendo assim, pelos amigos continuo!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Explicação sobre o pseudo The Last Time I saw - Uns dias!

Já expliquei sobre o pseudo nome "ennayadsol"... Agora vamos à concepção do blog:

A imagem diz muito, muito mesmo... Como estuda-se em fotojornalismo: uma união entre o texto e a imagem...

O olhar, o distante, o ver... a percepção cotidiana e simples, despercebida às vezes, despreocupada, quase sempre intuitiva e por vezes cheia de falhas...

Aqui, ao falar-se da prosa do dia, apresenta-se o relato da ultima vez em que vi o hoje e do que quiçá saber se verei um dia, ou uns dias...

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Uma perda!!!

Prometo: não vou escrever muito!
Não consigo parar e dissertar...
Queria (falando por eu mesmo e sem codinomes) falar do sentimento de perda e solidariedade com o Haiti... Além dos milhares mortos, nativos, sinto pesar pela perda irreparável de Zilda Arns, a fundadora da Pastoral da Criança, e dos brasileiros que atuavam na Missão de Paz naquele lugar.
Hoje, somente isso e nada mais...

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Ativista gay faz protesto solitário contra Ahmadinejad

(O Julio eu Conheço)



Jovem dribla a segurança e ergue cartaz contra o presidente iraniano, durante entrevista em hotel em Brasília


24/11/2009 - 10:04 - Atualizado em 24/11/2009 - 12:35

Agência Estado

Disponivel no link - http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI106198-15227,00.html

Marcelo Casall Júnior / ABr
MOVIMENTO GAY
Júlio Cardia driblou a segurança e protestou contra o presidente iraniano

Num de seus últimos compromissos oficiais em Brasília, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, assistiu ao protesto solitário e silencioso de um integrante de um grupo gay de Brasília. A menos de cinco metros de Ahmadinejad, Júlio Cardia conseguiu erguer um cartaz e a bandeira do movimento gay. O protesto se deu na sala onde o líder iraniano concedia entrevista coletiva, no hotel em que estava hospedado, um dos mais luxuosos da cidade.

Cardia, de 25 anos, conseguiu driblar a segurança, sentou-se no fundo da sala e quando a entrevista já estava perto de terminar, levantou o cartaz, que foi prontamente arrancado de suas mãos pelos agentes iranianos. Em seguida, ele desfraldou a bandeira do arco-íris. Foi retirado da sala na sequência.

Funcionário de uma empresa de serviços em Brasília, Cardia faltou ao trabalho ontem só para acompanhar os passos de Ahmadinejad na cidade. Semanas antes, ele se juntara a representantes das comunidades judaica e bahai para organizar os protestos. Juntos, conseguiram mobilizar cerca de 200 pessoas, mas nenhum deles chegou tão perto do presidente iraniano. "Não aceitamos que pessoas como nós, gays, estejam sendo esquartejadas no Irã", disse Cardia, já do lado de fora. O cartaz que ele carregava trazia a inscrição "Pela vida dos gays, contra Ahmadinejad".

SAIBA MAIS

Cardia afirmou que seu grupo pretendia realizar um protesto maior na faculdade particular onde, horas antes, Ahmadinejad teria um encontro com estudantes. O evento foi cancelado de última hora depois de as autoridades brasileiras alertarem a segurança do presidente iraniano sobre a vulnerabilidade do lugar.

Pouco antes da manifestação, Ahmadinejad respondeu à pergunta de um repórter sobre os protestos dos homossexuais à sua presença no Brasil. Sem entrar em detalhes nem repetir sua convicção de que o homossexualismo põe em risco o futuro da humanidade, ele desconversou: "Nós achamos que as pessoas estão livres para expressar suas ideias. No Brasil existe essa liberdade, e no Irã também."

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Discutindo comunicação no Brasil

Gostaria de destacar uma das célebres falas do presidente Lula --- o quase clichê "nunca na história desse país" e os complementos diversos a esse, como por exemplo, "investiu-se tanto em educação; investiu-se tanto em saúde" e etc;;;

No meu caso, destaco a seguinte observação "Nunca na história desse país o povo brasileiro teve a oportunidade de discutir comunicação, de propor, de participar, do que pode ser a consolidação de políticas públicas de comunicação em um país que já amargou momentos de censura, autoritarismo e repressão”.

Refiro-me às etapas preparatórias para a I Conferencia Nacional de Comunicação - CONFECOM, que no último dia 14 aconteceu no mais novo estado brasileiro, Tocantins, e contou com a participação da sociedade civil - representada por seus vários segmentos -, empresarial e poder público.

Um espaço em que a sociedade discutiu problemáticas da comunicação e propôs mecanismos de saná-las para democratizar o acesso à informação. Fiquei imensamente feliz de ter participado, com voz e voto, e senti que assim pude contribuir para desenvolvimento do meu país.

No entanto, como nem tudo são flores, é claro que a decepção também permeou minhas concepções. Afinal, a principio parecia que ninguém estava ali a não ser para disputar uma vaga de delegado na Conferência Nacional. O cargo é demasiado importante e representativo, no entanto, o que eu percebia era uma disputa por status e oportunidade de fazer certo "turismo". Por isso, participei de todas as etapas da Conferência pelo simples fato de querer participar, com intuito de contribuir com propostas para esse evento que considero uma conquista para os profissionais de comunicação e para o povo brasileiro.

Todavia, pude perceber que apesar dos candidatos a delegado que ali estavam, também havia cidadãos preocupados e comprometidos com a Comunicação e os meios para a construção de direitos e de cidadania era digital!


“A Comunicação é um direito de todos, no entanto, profissional de Jornalismo, só com diploma”

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

(PEC) 386/09: Vencemos uma batalha




O último capítulo da PEC 386/09 terminou com o final feliz... A votação passou pela CCJ quase que por unanimidade, não fosse a bancada do PSDB! Devemos continuar a mobilização e acompanhar a votação que agora segue para o CCJC do SENADO... De autoria do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), a PEC 33/2009 está em apreciação no SENADO

Continuo a questionar: cadê a imprensa que não fala de si?
Com o apagão da noite de ontem, se holofotes sequer têm passeado pelo dilema dos jornalistas, agora que está tudo no escuro... As vezes, ou quase sempre, tenho vergonha de alguns membros da minha classe profissional... e também das empresas de comunicação.
Aproveito também para agradecer à atuação de todos os parlamentares que participaram favoravelmente do processo e àqueles que responderam com atenção à carta que envie à CCJ. Ressalto que os parlamentares atentaram à preciosidade que tem a informação e o acesso à ela, tendo em vista, que é um bem importante para a nação e que deve ser tratado com responsabilidade.

Agora vamos aguardar próximos capítulos... Força...

Confira matéria a seguir, publicada no site da Federação Nacional dos Jornalistas - FENAJ - disponível em http://www.fenaj.org.br/materia.php?id=2883


Câmara assegura a constitucionalidade do diploma

11/11/2009 | 13:33

Em votação simbólica ocorrida na manhã desta quarta-feira (11/11) a Comissão de Constituição, Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 386/09. A FENAJ prossegue com a vigília nacional em defesa da profissão de jornalista e pela aprovação da matéria, agora na CCJC do Senado. Para acompanhar a tramitação na Comissão, clique aqui.

A votação na CCJC da Câmara ocorreu através do voto das lideranças das bancadas com presença na Comissão. O único voto contrário foi da bancada do PSDB. “Esta votação é um atestado da constitucionalidade da exigência do diploma e uma garantia de que não existe conflito entre a regulamentação profissional dos jornalistas e o direito à livre expressão”, comemorou, eufórico, o presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade.

Na tarde desta quarta-feira os sindicalistas reúnem-se com a Frente Parlamentar em Defesa do Diploma. A ideia é agilizar a formação da Comissão Especial, compromisso já assumido pelo presidente da casa, Michel Temmer, para agilizar a tramitação da PEC.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Mais um capítulo da novela PEC 386/09

Depois de mais de duas horas de discussão, o motivo agora foi a falta de quorum para a a votação. Assim, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados adiou a votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que exige o diploma de jornalista para o exercício da profissão.
Meu Deus onde isso vai parar?

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Eu acredito na educação e na formação para o exercício profissional!

Quatro de novembro de 2009 é a data prevista para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara votar os rumos da profissão, que muitos teóricos chegaram a intitular como “Quarto Poder”, mas que no Brasil, nos últimos meses, chegou a ser comparada ao ofício de cozinhar. Claro que sem desmerecer a profissão de cozinheiro, que por sinal, assim como a de jornalista, é sim, muito digna, como qualquer outra profissão.
E essa novela que está rodando desde junho, muito mais silenciosa do que se esperava, chega ao fim deste mês sem desfecho. A votação sobre a PEC 386/09 (Proposta de Emenda Constitucional) que discorre sobre o resgate da exigência do diploma para o exercício da PROFISSÃO de Jornalista foi adiada.
Já perdi as contas de quantas vezes isso aconteceu. No entanto, o que me desanima não são as sucessivas “ficou para a próxima pauta”, mas sim, primeiro --- a decisão do STF sobre a obrigatoriedade do diploma ---, segundo --- o descaso e omissão da própria imprensa em relação à sua própria atividade. Digo por experiência, aliás, tenho que ficar vasculhando na Internet informações sobre o andamento do processo, aquelas operações do tipo “pente fino” e/ou derivados. O que tem se sobressaído nesse movimento é a atuação dos sindicatos e também dos internautas, que tem despejado emails, notas, postagens aos deputados envolvidos na votação e em toda rede.
Acredito em “alguns” profissionais que tenham adquirido na prática e vivência os requisitos para o exercício da profissão. Acredito também que as Universidades de Comunicação pequem no sentido de omitir da grade curricular matérias essenciais ao exercício da profissão, como português, história, filosofia, ética, por exemplo. Acredito que a liberdade de expressão é um direito de todos. Acredito que a formação é necessária para o exercício de qualquer profissão, aliás, não entregaria minha vida ao um médico, advogado ou juiz sem formação, por exemplo.
Embora este não seja o foco da minha explanação, nessa semana, na tentativa de justificar a violência no Rio de Janeiro, no caso envolvendo o coordenador do AfroReggae, a imprensa tentava comparar o período de formação de policiais militares em algumas capitais, em referência ao Rio de Janeiro. Enquanto algumas exigem no mínimo 2 anos de formação, um PM carioca só precisa de seis meses de formação.
Interessante como em alguns casos a formação é requisito de qualidade. Chega a ser irônico. Como a sociedade poderá entregar um bem tão precioso como a informação, sem requisito nenhum. Todo mundo pode se expressar, para isso existem tantas ferramentas, como blogs, twitter, orkut, cartas, e etc, etc etc. Mas na imprensa não. Nela não se pode falar o que quer, o que se pensa, sem critério, valor notícia, interesse público.
Semana passada recebi um spam, com o seguinte título “Seja um jornalista em 45 dias – curso totalmente online, sem sair de casa, por 2 parcelas (agora não me lembro o valor)!” Será que devemos dar créditos a informações advindas de uma formação online em 45 dias? É lastimável. Até chegar ao extremo de colegas, formados, que estudaram comigo, dizerem que ser jornalista é fácil e que nem sabe para que estudou. Se vocês não sabem, com certeza eu sei.
Reforço que temos que manter a mobilização em defesa da nossa profissão. A exigência do diploma não é inconstitucional. Não é uma afronta à liberdade de expressão. Deixar a profissão sem regulamentação coloca em risco a credibilidade, seriedade e ética no Jornalismo brasileiro.
Encaminho esse email aos 122 parlamentares que integram a CCJ, os quais decidirão, no próximo dia 04 (se não adiar), não só a regulamentação da minha profissão, mas o desfecho de sonho e crença, de uma estudante, jornalista e cidadã, que sempre acreditou que a educação pode mudar o mundo e que o fazer jornalismo é sim fazer social.

Rose Dayanne Santana Nogueira
Jornalista

terça-feira, 20 de outubro de 2009

“[…] o valor do popular não reside em sua autenticidade ou em sua beleza, mas sim em sua representatividade sociocultural, em sua capacidade de materializar e de expressar o modo de viver e pensar das classes subalternas, as formas como sobrevivem e as estratégias através das quais filtram, reorganizam o que vem da cultura hegemônica, e o integram e fundem com o que vem de sua memória histórica.

Jesus Martín-Barbero em “Dos meios às mediações”.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Nas asas do passarim do jalapão

Se “a formiga que dói é jiquitaia, oh! menina
segura a saia”, como prosam e cantam
os catireiros, susseiros, poetas e compositores
do Tocantins. Quiçá saber que o nome do
estado, derivação da palavra tupi tucan-tim,
quer dizer “nariz de tucano, nariz comprido,
bicudo”. Nome de uma tribo indígena que teria
habitado a região junto à foz do rio, o qual
herdou o nome.

Confira matéria na integra na Revista Corrente Contínua

Endereço: http://www.eln.gov.br/opencms/export/sites/eletronorte/modulos/correnteContinua/arquivosCC/CC226Web.pdf

Página 31

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Algumas palavras sobre Talese e Chico

Exclamou: Dos geminianos, só o Chico. Então, ela lembrou que esse era seu signo ascendente. Aquariana e ascendente em gêmeos, será se é boa pessoa.
Não sabia, se era outra coincidência, mas Talese é aquariano. Refletiu, deixou os acasos e continuou.

Talvez, não por acaso estivesse lendo "Tantas palavras". Descobriu o menino que adorava futebol de botão e para tal criara até um time: o Politheama! Apaixonado por futebol! Criador de cidades em que, inclusive acidentes geográficos, tinham nome e sobrenome! Ela conta que só não apreciava a escolha que ele fizera pra time do coração... Nada contra o fluminense, ela exclamava. E também, nada a favor.
Até Bob Marley bateu uma bolinha no Centro Recreativo Vinícius de Moraes, sede que Chico criara para o time Politheama. O poeta, artista, cancioneiro não respira mais a música de outrora! Segundo ele, a música ficou no passado, em outra época, na juventude de outro tempo. Agora, na fase madura de sua arte, dedica-se à literatura. E ao mais difícil dela, ao ensaio.

Realmente, deveria ter ido à FLIP... Além de Chico, que apresentou sua mais nova obra, Leite Derramado, estava na 7ª Festa Literária Internacional de Paraty, o pai do new journalism , Gay Talese!

O jornalista norte americano entrou para a história da Comunicação Social, ao incorporar no jornalismo características de literatura, com atenção aos detalhes na descrição de cenas, diálogos e ponto de vista dos personagens. Talese sempre acreditou na qualidade da construção jornalística e que a pressa e a rapidez exigida pelos meios pode sim prejudicar as reportagens. Convidado de honra da FLIP, o jornalista defende que as vezes notícias são muito óbvias e prefere as outras ramificações. Ao lado do inseparável chapéu, com seu terno completo e sua gravata amarela, Gay Talese contou que aprendeu com a mãe o faro jornalístico. Uma vendedora de vestidos, que tinha profundo interesse nas histórias de suas clientes e ensinou ao filho o princípio que guiou sua vida e carreira.


Realmente, perdemos. Tanto eu quanto a pequena! Tomara que no próximo ano o Chico lance mais um livro ou Talese resolva voltar ao Brasil. Como dizem - "sonha Alice"!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

FENAJ orienta novos movimentos na luta em defesa do jornalismo de qualidade

(Depois falaremos sobre o assunto)

(Carta Aberta aos Presidentes e dirigentes dos Sindicatos de Jornalistas e aos Diretores da FENAJ e Membros da Comissão Nacional de Ética) -



Segue carta!



Em Defesa da Profissão 23/06/2009 | 20:37
FENAJ orienta novos movimentos na luta em defesa do jornalismo de qualidade

Nesta segunda-feira (22/6), o presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade, encaminhou, em nome da Executiva da Federação, documento aos dirigentes dos 31 sindicatos de jornalistas, diretoria da entidade e Comissão Nacional de Ética com orientações sobre procedimentos após a decisão do Supremo Tribunal Federal de extinguir a exigência do diploma para o exercício da profissão. O documento registra que a regulamentação profissional não foi totalmente derrubada, que o ensino de Jornalismo não foi extinto e que cabe ao Estado definir regras de concursos públicos para assessorias de imprensa.

No documento, Murillo informa que haverá reunião da FENAJ com seus sindicatos filiados no dia 17 de julho, em São Paulo, para avaliar a situação atual e definir ações conjuntas. Veja a íntegra do documento a seguir.

Carta Aberta aos Presidentes e dirigentes dos Sindicatos de Jornalistas
Aos Diretores da FENAJ e Membros da Comissão Nacional de Ética

Companheiros(as):

É natural a tristeza e o abatimento. Eu mesmo vi isso no espelho e nos rostos de vários de vocês naquela noite e no dia seguinte. Afinal, fomos violentados no que nos é mais caro: a dignidade. Fomos ultrajados e humilhados, em escala nacional. Apesar de toda indignação e sentimento de impotência, mais do que nunca é preciso seguir em frente. Temos a obrigação de não desistir, pela memória de gerações de jornalistas que nos antecederam e dedicaram vidas inteiras à construção de uma profissão e, principalmente, pelos milhares de estudantes de jornalismo em todo Brasil que estão, neste momento, com razão, muito mais assustados, perplexos e inseguros sobre seu futuro profissional.

Conscientes destes compromissos, a Executiva da FENAJ tomou várias ações e presta os seguintes esclarecimentos e orientações:

1. A Direção da FENAJ e os presidentes dos 31 Sindicatos filiados reúnem-se, em São Paulo, dia 17 de julho, para avaliar a situação e combinar ações conjuntas. A reunião antecede o Seminário dos Jornalistas sobre a Conferência Nacional de Comunicação, dias 18 e 19, também em São Paulo.

2. Embora seja necessária a publicação do acórdão, a Executiva da Federação já tomou as providências necessárias para apresentar embargos, se houver omissões e, principalmente, excessos.

3. O Supremo Tribunal Federal (STF) tornou sem efeito legal somente o inciso V do artigo 4º do Decreto-Lei 972/69, que exigia a apresentação de diploma. Todos os demais artigos da regulamentação, apesar das declarações públicas do ministro presidente do STF, continuam em vigor.

4. Até novas orientações da FENAJ, os Sindicatos filiados devem manter rigorosamente os mesmos procedimentos na emissão de cédulas de identidade e sindicalização.

5. A FENAJ já solicitou audiência com o Ministro do Trabalho e Emprego para discutir as novas regras para registro profissional. Sugerimos que os Sindicatos procurem imediatamente as SRTs solicitando a suspensão imediata da emissão de novos registros, que não sejam de diplomados, até a edição de uma portaria normatizando o processo.

6. O ensino de jornalismo não foi extinto, embora tenha recebido um duro golpe. A decisão do STF aponta para a barbárie no mercado, e só a atuação firme dos Sindicatos e o ensino com formação qualificada poderão reverter esse quadro. A FENAJ continuará acompanhando o trabalho da Comissão de Especialistas que, neste momento dedica-se à elaboração de novas diretrizes curriculares.

7. Pisos salariais, a jornada de cinco horas, acordos e convenções coletivas não foram, embora as empresas sonhem com isso, objeto de discussão nesse julgamento. FENAJ e Sindicatos devem continuar denunciando e resistindo a todas as iniciativas de precarização e arrocho salarial da categoria.

8. Também não se alteram as regras de concursos públicos para assessoria de imprensa. O Estado tem a competência para definir as qualificações necessárias para as carreiras públicas. Se quiser, inclusive, além da graduação, pode exigir especializações, mestrados e doutorados.

9. A FENAJ está recebendo diversas manifestações de solidariedades de parlamentares de vários partidos políticos. Vamos propor a criação de uma Frente Parlamentar suprapartidária de defesa do Jornalismo e dos jornalistas e encontrar, no Congresso Nacional, o espaço adequado e usurpado pelo STF, a solução institucional para garantir direitos da nossa categoria.

10. Devemos todos, profissionais e estudantes, seguir protestando de todas as formas e em todos os momentos. É fundamental buscar o apoio de movimentos sociais, entidades como a ABI e OAB, políticos e, até mesmo, setores do judiciário inconformados com essa violência contra os jornalistas e a democracia.

11. Devemos também manter o alerta para a ameaça que o presidente do STF tem insistido em fazer contra regulamentações profissionais de outras categorias e, por tabela, contra a própria educação superior do país.

12. Por último, é muito importante denunciar o descaso e a irresponsabilidade do ministro presidente do STF, mas não podemos jamais esquecer que os principais responsáveis por essa agressão são os poderosos donos da mídia da Folha de S. Paulo, da Globo, do Estadão, da Veja, do Liberal, do Diário do Nordeste, da RBS...

É claro que a intenção do baronato da mídia e de seus aliados no STF é nos tornar menores. Mas vamos, juntos, provar que sairemos maiores dessa crise. Se alguns resistem com a proteção natural do couro de crocodilo, vamos mostrar que nossa couraça é de aço, forjada na luta.

Fomos provocados e desafiados. Não temos, agora, o direito à dúvida e à hesitação. Somente os que têm a ousadia de lutar, conquistam o supremo direito de vencer. Como na letra da canção, lembro que "se muito vale o já feito, mais vale o que será."

Queridos e queridas companheiros e companheiras,

Mais uma vez, vamos à luta!
Sérgio Murillo de Andrade
Presidente, com muito orgulho, da FENAJ