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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Que seja já!

Dilemas e mais dilemas... Esses parecem que me amam! Ou como disse sir narigudo: "Os dilemas existem por que alimentamos" ... Se for isso, os meus estão de barriga cheia. Sou daquelas aquarianas nativas, amante da liberdade, ao mesmo que emocionalmente emotiva ao extremo (isso mesmo a intenção é exagerar).... Tenho mania plena de sofrer por antecipação!
Sabe quando vc quer muito, mas muito, muitíssimo uma coisa... Mas não sabe o que fazer para conseguir, pois não depende de você. Ou vc tem medo de tentar, com medo de perder de vez?!
Nessa hora, a destemida aquariana, deixa falar mais alto as emoções e a negatividade. Meldels.

É sina... És uma sina Severina... Desses que estremece, pira e alucina...

Mas não é apenas uma rima!

Ou coisa de menina

Que Sonha e fantasia, em busca de estima...

De qualquer forma, seja em verso ou em prosa, ei de um dia me desvencilhar desse medo.
Quiçá que seja logo, em breve e já!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

O Valioso Tempo dos Maduros (Por Mário de Andrade)

O Valioso Tempo dos Maduros
Um texto de Mário de Andrade

"Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora. Tenho muito mais passado do que futuro.

Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.

Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.

Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral. As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos.

Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa…

Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana, que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade…

Só há que caminhar perto de coisas e pessoas de verdade. O essencial faz a vida valer a pena.

E para mim, basta o essencial!"

Enquanto a pequena está, digamos de féria, estou na busca dela de volta... E nisso, sigo lendo versos brilhantes como esse de Mário de Andrade...
E esse sim o meu desejo: o essencial, o simples! Pessoas e sentimentos de verdade!
E isso custa tão caro, ou melhor, é tão raro...
Estive lendo num blog, dias desses, sobre um moço que leiloava seu coração... O moço (amigo da blogueira que narrava a história) só queria encontrar seu verdadeiro amor e pedia coisas tão simples em troca, mas tão raras, por sinal. Do tipo, "um olhar sorridente, colo, beijos de olhos abertos, mãos dadas", etc...
Depois de ler isso, mas uma vez concluir, que precisamos de coisas tão simples para sermos felizes, mas somos nós que complicamos as coisas! Complicamos a vida!

OBS: Não que eu esteja leiolando meu coração ou coisa do tipo, okay.

Viu como a gente complica as coisas...
(risos)

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Mensagem de Ação de Graças - "Desejo"

Queridos e Queridas! Seguidores e leitores... Moradores do meu coração (romantismo está em alta aqui, hein!
Deixo aqui minha mensagem de ação de graças, boas festas, feliz natal.
E todo o desejo do fundo de meu coração que 2011 seja best of best E que possamos comemorar a beleza de estarmos vivos... Aproveitando o máximo que a vida possa nos oferecer...
Um beijo grande e um carinhoso abraços!

(Clique na imagem para aumentar)


terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Explicação sobre o pseudo The Last Time I saw - Uns dias!

Já expliquei sobre o pseudo nome "ennayadsol"... Agora vamos à concepção do blog:

A imagem diz muito, muito mesmo... Como estuda-se em fotojornalismo: uma união entre o texto e a imagem...

O olhar, o distante, o ver... a percepção cotidiana e simples, despercebida às vezes, despreocupada, quase sempre intuitiva e por vezes cheia de falhas...

Aqui, ao falar-se da prosa do dia, apresenta-se o relato da ultima vez em que vi o hoje e do que quiçá saber se verei um dia, ou uns dias...

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

City Lights!!!

As vezes, quando se sente de verdade, quando o toque e o sentir se tornam maior do que o ver. Sim, nessas vezes podemos ter certeza de que não há meia verdade... Fica pensando, esperando, imaginando o momento em que olhos não precisarão ver para sentir... Quando o respiração, o cheiro, o toque, as palavras farão o sentido que ao menos um vez fizera e que infelizmente hoje não faz mais...
Fica imaginando o dia em que dirá "Você??!"
E nesse instante único e epifânico retribuirá:
"Você pode ver agora?!!"
E logo, depois desse diálogo mínimo e maior, nada mais precisará ser dito, apenas os olhos nos olhos, na expressão do sentimento...
Pelas ruas, pelas luzes da cidade!!!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Dezesseis

Renato Russo - Legião Urbana

João Roberto era o maioral
O nosso Johnny era um cara legal

Ele tinha um Opala metálico azul
Era o rei dos pegas na Asa Sul
E em todo lugar
Quando ele pegava no violão
Conquistava as meninas
E quem mais quisesse ver
Sabia tudo da Janis
Do Led Zeppelin, dos Beatles e dos Rolling Stones
Mas de uns tempos prá cá
Meio sem querer
Alguma coisa aconteceu
Johnny andava meio quieto demais
Só que quase ninguém percebeu
Johnny estava com um sorriso estranho
Quando marcou um super pega no fim de semana
Não vai ser no CASEB
Nem no Lago Norte, nem na UnB
As máquinas prontas
Um ronco de motor
A cidade inteira se movimentou

E Johnny disse:
"- Eu vou prá curva do Diabo em Sobradinho e vocês ?"

E os motores sairam ligados a mil
Prá estrada da morte o maior pega que existiu
Só deu para ouvir, foi aquela explosão
E os pedaços do Opala azul de Johnny pelo chão
No dia seguinte, falou o diretor:
"- O aluno João Roberto não está mais entre nós
Ele só tinha dezesseis.
Que isso sirva de aviso prá vocês".

E na saída da aula, foi estranho e bonito
Todo o mundo cantando baixinho:

Strawberry Fields Forever
Strawberry Fields Forever

E até hoje, quem se lembra
Diz que: "Não foi o caminhão"
Nem a curva fatal
E nem a explosão
Johnny era fera demais
Prá vacilar assim
E o que dizem é que foi tudo
Por causa de um coração partido

Um coração
Bye, bye Johnny
Johnny, bye, bye
Bye, bye Johnny.


Aos 16 anos, na escola, num desses concursos de colégio, escrevi "Dezessete anos", uma poesia sobre drogas... Lembro-me que o tema dos tais versos veio depois de ouvir "Dezesseis"!!!! Não descobri ainda o que tinha haver, mal conhecia a música, se não, talvez, fosse a primeira vez que a escutasse. Aliás, nunca consegui entender o porquê das coincidências... Só sei que elas existem, as vezes, ou quase sempre...

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

The last time I saw ...

The last time I saw Richard was Detroit in 68
And he told me all romantics meet the same fate Someday, cynical and bitter and boring someone
In some dark café
You laugh, he said you think you're immune,
Go look at your eyes
They're fool of moon
You like roses and kisses and pretty men to tell you
All those pretty lies, pretty lies
When are you gonna realize they're only pretty lies
Only pretty lies, pretty lies

He put a quarter in the wurlitzer, and he pushed
Three button and the thing began to whirl
And a waitress came by a fishnet stockings and a bow tie
And she said drink up now it's getting on time to close
Richard, you haven't really changed, I said
Is she that now you´re romanticizing some pain that's in head
You've got tombs in your in eye, but the songs
You punched are dreaming
Listen, they talk of love so sweet
When are you gonna get back on your feet?
Oh and love can be so sweet, love so sweet

Richard got married to a figure skater
And he bought her a dishwasher and a coffe percolator
And he drinks at home now most night with the TV on
And all the house lights left up bright
I'm gonna blow this dam candle out
I don't want nobody, comin' over to my table
I´ve got nothing to talk to anybody about
All good dreamer pass this away someday
Hidin' behind bottles in dark café
Dark cafes
Only a dark coccon before
I get my gorgeous wings
And fly away
Only a phase, these dark cafe days

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

- Poema de Florbela Espanca

Sei lá! Sei lá! Eu sei lá bem
Quem sou? um fogo-fátuo, uma miragem...
Sou um reflexo...um canto de paisagem
Ou apenas cenário! Um vaivém

Como a sorte: hoje aqui, depois além!
Sei lá quem sou?Sei lá! Sou a roupagem
De um doido que partiu numa romagem
E nunca mais voltou! Eu sei lá quem!...

Sou um verme que um dia quis ser astro...
Uma estátua truncada de alabastro...
Uma chaga sangrenta do Senhor...

Sei lá quem sou?! Sei lá! Cumprindo os fados,
Num mundo de maldades e pecados,
Sou mais um mau, sou mais um pecador...




Florbela Espanca

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

O ridículo, o amor

Sim, o amor é ridículo...

Estar apaixonado é ridículo...

Cartas melosas, emails full time...

As mensagens, do tipo SMS, essas são as mais ridículas.

Rápidas, diretas (devido ao número de caracteres) e ridículas.

Os enamorados, enfeitiçados, loucos de amor – estes são ainda os mais ridículos.

Mas, como nos dizia o poeta – se as cartas de amor não fossem ridículas, não seriam, por assim dizer, cartas de amor. E então, o que seriam?

Mais adiante, novamente disse o poeta, - se nas cartas existe o amor, tem elas por obrigações serem ridículas.

Os amores, os amantes, os desejos, as paixões sempre se tornam ridículos.

No entanto, ridículo é quem não amou, quem jamais fora ridículo. A pequena, por sua vez, sim, já fora ridícula, e como fora ridícula.

Aliás, te pergunto, afinal, quem não queria ser ridículo ao menos uma vez...