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sábado, 14 de abril de 2012

A Bahia dos extremos

A Bahia é algo assim, um paradoxo constante... Salvador, principalmente... O Pelô especificamente... Nas terras soteropolitanas, os extremos sociais se encontram, ao mesmo tempo em que a cidade expele beleza, glamour e alegria, a pobreza nas ruas de Salvador é extrema, com crianças, jovens e adultos imersos na triste realidade das drogas, miséria e abandono...

Nesse espaço em que a história de escravidão é tão presente, faz-se ainda atual, por que não... Sinceramente, nunca tinha visto o vício de tão perto... Numa rua, Igrejas belíssimas, o comércio a todo vapor, turistas e mais turistas..  Na rua de baixo, o comércio é outro, tráfico e dependentes tentam alimenta a todo custo seu vício...

Mas, mesmo com toda essa realidade crua que vi, não deixei de aproveitar a Bahia, sem baianos, por incrível que pareça... Há poucos baianos no Pelô, os que por ali estão, normalmente são os trabalhadores e trabalhadoras, e os mendigos... Ao mesmo tempo em que há gente de todos os cantos do Brasil e do mundo!

Na ruas do Pelô, rodas de samba, capoeira, mulheres de tranças e dreads fazendo tranças e dreads em outras mulheres e homens... Artista anônimos, sambistas, cheios de axé, cheio de toda essa bagagem cultural da Bahia de todos os santos e santas...

Mas o fato é que, toda menina e menino baiano têm um jeito que Deus dá, como diria o também baiano Gilberto Gil... E tem também defeitos, que Deus e que Deus dá... Um povo alegre e marento, bonito e feio, calmo e estressado, ao extremo, coisas do tipo, 8 ou 80...

E assim foi a Bahia, Recife, São Luís, Ouro Preto, um misto de conhecimento e procura... Igrejas, janelas, esculturas... Praia, quando tem né, MG, por exemplo, nem rio rolou! E nessa ida eu vou, quer dizer, vamos... 
Queria um tiquinho do mundo,  mas descobri que mundo lá fora pulsa no meu Coração, e isso já basta... 

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

R(i)cife foi lindo!

R(i)cife foi lindo!

Valeu pela força e apoio de vocês. Pela insistência de alguns, as revisões de outros e, principalmente, a paciência e o incentivo...

Imaginem eu, sozinha, em R(i)cife para ficar num alojamento, com pessoas desconhecidas, com muito receio de tantas coisas...

Medo bobo, com certeza! Deus está sempre comigo!

Já cheguei, entrei no primeiro quarto, e fiz amizade de cara, amizades essas que vão comigo para vida toda! Assim me antecipou meu primo Rogério, que como sempre teimoso, não descansou até o momento em que inscrevi o meu trabalho.

Meu foco era apresentar o trabalho, o primeiro, em um Congresso.

E sem modéstia assumo, foi um sucesso, me senti plenamente realizada...

Sim, foi tranquilo, questionador e muito enriquecedor...

A troca de conhecimentos e cultura é sem dúvida uma experiência fantástica..

Não fui a Olinda, infelizmente, mas consegui dar um pulinho na praia de Boa Viagem, como sugeriu minha amiga Maíra...

No Recife Antigo, no Marco Zero, assistimos a um show do Tom Zé, de graça, o que é melhor...

Conheci gente do Brasil todo! Em sua maioria, muito legais. Era a única do Tocantins, pelo menos que eu vi, o mais próximo que cheguei, foi os amigos de Goiás, que também dividiram o alojamento...

Nos alojamentos, o banho era coletivo, como no BBB, não havia separação de alojamentos para homens ou mulheres.

A prática era a autogestão, todos éramos responsáveis pelo o espaço e deveríamos gerir nossas relações, o que foi muito tranquilo. Afinal, o respeito à diversidade e ao espaço do outro foi algo tão natural, que cadeados em malas não serviram nem de enfeite. Sem falar do companheirismo, até mesmo na hora de dividir um galeto.

Apesar do pouco tempo, aprendi muito, prestei muita atenção nas pessoas, nos sotaques, no regionalismo! No café da manhã, eles comem carne com "macaxeira", munguzá (canjica), e muita fritura... Pedi um pão de queijo, e me vem a atendente com um pãozinho com queijo ralado em cima, acredita! Pão de queijo bom é o de MINAS.. hehehhe

E nas VANs, o lema é "Parada Desce" que em R(i)cife quer dizer "na próxima parada eu desço"...

E assim, foi um tiquinho da minha passada pela Veneza Brasileira...

A pergunta é, qual a minha próxima "Parada Desce"...