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terça-feira, 28 de agosto de 2012

De algum jeito

Odeio algumas lágrimas que deviam ser invisíveis e não são. Ah, mas deixa elas ai. As vezes ele vem como a saudade, que pode aperta tanto o peito que faz derramar águas pelos olhos! Típico daquelas frases de caminhoneiro. Vi muitas assistindo ao filme maravilhoso, "A Beira do Caminho". Tipo "Quando não se tem nada, a metade é o dobro"... Uma película linda que me tocou demais.

Com uma trilha sonora de doer, daquelas dos boêmios românticos apaixonados e desgraçados (quem disse que seria para todo mundo um mar de rosa).  Deu só Roberto, na maioria das vezes... A história de um caminhoneiro que tenta fugir dos seus fantasmas que encontra a beira do caminho um menino que, ao contrário dele, tenta se encontrar consigo, com sua vida, com o pai que nunca conheceu. A relação entre eles é tão bonita! Vale a pena. Fez-me lembrar Benjamim (O Palhaço) e Gil (Midnight Paris), que ao contrário do retraído e econômico com as palavras e sorrisos, João, buscam o combustível que justifique sua vida sem graça. Gil e Benjamim acabam descobrindo na simplicidade de seus cotidianos, debaixo dos seus respectivos narizes, a fonte para continuar seguindo. É certo que para enxergar o que está na cara, suas fugas foram fundamentais.

João não quer se encontrar com ele, pelo contrário, quer fugir dele, a todo custo. Seu passado é torturador! E o pequeno Duda, otimista que é, só quer o aposto de João. E alegria do menino vai cativando o caminhoneiro aos poucos, até que temos um final feliz...

Nem vou falar do outro pano de fundo do filme... Que se desenvolve a partir de um triângulo amoroso.... Ative-me aos cenários do filme, a fuga de João e sua relação com Duda.

Meu foco foi aquele aquele cenário de estradas, postos de gasolinas, e cidades quase esquecidas, que me fez lembrar também das minhas aventuras (lê-se de trabalho e muito trabalho) que seguem no sentido Norte/Sul ou Sul/Norte da BR 153 que cruza o estado do Tocantins. Mas isto é assunto de outros posts.

No entanto, queria ter algo em comum com João, Duda, Gil e Benjamim, queria que nos filmes nos quais eles estrelam, o final pra mim também fosse feliz... De algum jeito!

Com colaborações!



quinta-feira, 23 de junho de 2011

Meia Noite em Paris... eu Quero também...


Super recomendo o filme "Meia Noite em Paris" do super super Woody Allen. Uma ode à cidade luz, uma surpresa a cada diálogo. Me imaginei, assim com Gil Pender (Owen Wilson), podendo encontrar conviver com os meus grandes ídolos do passados. Pessoas q para Gil são ícones e ídolos da saudosa Paris, cidade q p ele reflete magia, luz e arte. Pessoas, que no meu caso, são para mim a inspiração de minha essência que a poucos consigo explicar. Voltar ao passado, como fez Gil, foi ter a certeza de que seus ídolos culturais, no caso dele, mais ídolos literários, estão vivos na sua obra. Afinal, Gil é um roteirista que quer abandonar Hollywood, pois considera seu trabalho um lixo. Uma vez que sua paixão é a literatura e para ele, lugar nenhum no mundo é melhor do que Paris para inspirar seu romance... Encontrar-se com a época, século 20, que ele considera a época de ouro, é ter a certeza de que sua essência permanece viva, mas também o faz descobrir que até mesmo seus ídolos queriam viver numa época passada, esses queria ter vivido na Belle Époque, enquanto os da Belle Époque sonhavam ter vivido a Renascença... Gil percebe que nunca estamos contentes com o nosso presente, talvez pelos traumas e por não considerarmos nossas vidas boas..

Mais uma vez o alterego de Allen se faz presente, como nos outros filmes do cineasta... Mas convenhamos que o Owen Wilson consegue encabeçar muito bem a trama, despertando a expectativa do espectador.. Assim como Rachel McAdams, que interpretou a noiva de Gil, Inez, conseguiu toda a antipatia do público com sua antipatia nata.

Meia Noite em Paris reúne jazz, pintura, cinema, música, artes plásticas, luz, e romantiza ainda mais Paris.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Despedida - Liz Taylor

Despedimo-nos de uma beleza, talento e simpatia rara nesta semana...
Elizabeth (Liz) Taylor foi possuidora de uma beleza, digamos, sobre-humana e rara.
Num tempo sem photoshop ou silicones...Com
belezas naturais e não forjadas.

Belezas natas as quais admiro, como as de Ava Gardner e Marilyn Monroe!