Mostrando postagens com marcador Olhos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Olhos. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Meia lua...

Observando o céu ontem à noite, fiquei, digamos, hipnotizada com a beleza da lua... Sua fase não era a CHEIA, nem estava totalmente redonda, imensa, iluminada. Era meia lua, lua e meia... Nada desses esteriótipos de beleza. Sem os atrativos digamos convencionais. E o céu, não estava estrelado, poucas estrelas por ali vagavam no infinito negro...

No entanto, estava tão lindo! Tão inspirador! Vivo! Pelo menos aos meus olhos... Afinal, para que buscar validação de outros olhos se esses não conseguirem compreender a plenitude da vida nos detalhes mais simples e corriqueiros? Melhor não! Por isso, ficamos cá, eu e a pequena, a observá-los. Sonhando e rezando, quem sabe, para que em algum lugar do mundo haja olhos assim, como sonha a pequena!

Bobos poetas aqueles que sempre desejam as noites de lua cheia e desprezam a beleza de todas as suas misteriosas fases



segunda-feira, 21 de março de 2011

Simples e importante!

Saudade...
De você!
Simples assim!

*___*

As maiores riquezas estão na mais pura simplicidade!

Simples e importante!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Vamos pequena perceber a plenitude de nossa vida...

Ás vezes ficamos tão tristes (eu e a pequena) que nem mesmo o típico e amarelado sorriso conseguimos esbanjar. Há uma tristeza da alma e tão injusta, que não nos conforma apenas o fato de não querermos que ela exista.Afinal, ela é tão inútil, tão pobre, indesejada, indecente. Mas, vez ou outra, ela teima em existir.
No entanto, o que nos alivia em tudo isso é o fato de que a tal tristeza é tão efêmera e passageira! Cicatriza rápido, mesmo que logo logo teime em voltar.

Sabe por que isso acontece???
Nós sabemos!

O fato dela existir ou não, depende de nós. Da atenção que nós damos as coisas. Que damos a ela.


Se ficássemos a perder tempo com as razões de nossas tristezas seríamos a cada segundo mais triste. Mas, se ao contrário, ao senti-la bater em nossa porta, buscássemos imediatamente todos os motivos do mundo para sermos felizes, com certeza e sem dúvida, ela não teria força sequer de bater a porta.

E é isso que temos feito. Procurando todos os motivos do mundo para sermos felizes. Quer saber o que tem nos alegrado ultimamente:

Colo de mãe! Piada de irmão! Histórias da vó; Fé em Deus; Suco de cajá! Emails trocados com amigos e queridos distantes, mas que são tão presentes, que fica impossível de medir a distância, ou seja, são tão importantes e especiais; telefonemas e sms (torpedos), uns bobos, outros sumariamente importantes, nesse caso por serem sérios e não bobos, mas todos com igual valor; um bom filme ou um filme dublado; uma música estranha e uma já conhecida de longos anos aprendendo a letra; a dúvida e o medo de arriscar, afinal, isso é sim um bom sinal, prova que a vida é feita de escolhas; três cervejas no bar da quadra com remakes da outra nostálgica praça; a saudade de pessoas especiais e a dúvida de ser ou não especiais para elas; uma nova aquisição; um novo sonho; um novo desafio; os velhos desafios e os velhos sonhos; um abraço, demorado ou rápido; a vida em sua essência; a natureza; as pessoas...

Viu só! Tantos motivos pra ser feliz... Sendo assim e assim sendo, para que cultivar uma tristeza que não é sua... ????

Vamos pequena perceber a plenitude de nossa vida...

Viva a alegria que é nossa!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Ser feliz e viver, estando de férias ou não

Estar de férias é ter a sensação de que todos os dias são sábado!
Sensação de que a cama é muito mais convidativa que o habitual... E que se sendo sábado você pode peregrinar por caminhos diferentes.. Todos os dias...

Estar de férias é um momento de descanso que permiti descansar pouco... Afinal, descansar pra que, a vida é tão efêmera e o lance e aproveitá-la...

Estar de férias é ficar sem dinheiro... E mesmo sem dinheiro e sem poder aproveitar tudo que se pretendia, estar de férias é aproveitar a oportunidade de aproveitá-las como puder.

É saborear detalhes como se saboreasse uma broa de milho com requeijão. Tornando cada segundo mais inesquecível do que de costume...

É viajar, pegar estrada, inúmeras paradas, pessoas legais e chatas nos busões da vida... É se perder no fuso horário ou mais singelamente falando, no horário de verão...

Estar de férias é rever amigos, amigas, família, algumas pessoas tão queridas, para quais não tenho definição... Amor... Quem sabe rever lugares ou tão bom quanto conhecer lugares... conhecer pessoas..

E ao rever pessoas, conversar noite a dentro ou estrada a fora... Compartilhar lembranças, afinal relembrar é viver...

Cantar uma canção no quarto, no carro, na rua, na chuva ou no bar da esquina...
Dedilhar notas tímidas no violão e relembrar um tempo que não volta mais... Mas que embora cheio de lembranças tem sempre algo inédito, marcante e surpreendente para somar ainda mais saudades nesse baú de lembranças que vez ou outra se abre... E abri-lo é tão bom!

É não conseguir ver todas as pessoas que queria. OU passar mais tempo com elas...

Estar de férias é receber quase 100 mensagens e enviar quem sabe o dobro... Conversas que não custam deslocamento e demonstra a falta que se faz e a saudade que se sente...

É querer ligar para cada amigo no momento exato em que se lembra dele, no lugar mais inusitado que é a cara dele e não ter créditos para deslocamento... E pelo mesmo motivo não conseguir atender a ligação que tanto queria receber.

Estar de férias é tomar banho de rio para quem não tem mar ou quem sabe de mangueira pra quem não tem cachoeira...

Brincar no parquinho da praça quando não se pode ir à Disney, ir ao boteco da esquina quando não pode ir a um pub holandês.... fazer top less no quintal de casa quando não pode ir às praias de nudismo de Barcelona...

Estar de férias é tomar um porre e curti uma ressaca... Ir a um show com os amigos e também estar com a banda...

Ir ao cinema é pagar caro por um filme ruim e barato por um filme ótimo. Andar de coletivo para economizar grana, se perder numa cidade estranha e trocar uma idéia com um hippie na rua...

Estar de férias é desesperadamente pensar encontrar o Buarque (Chico) e deparar-se com o outro Buarque (Cristovam) e apesar da decepção participar de um movimento ainda maior que tietagem buarqueana... Para no fim da noite, ouvir vinis num café degustando cerveja alemã.

É comer, comer, comer e comer sem culpa... Sem pensar em academias, nutricionistas, cardiologistas e calorias...

Estar de férias é curtir o colinho da mamãe e da vovó, tirar onda com o irmão e com os primos... Rever álbuns de família e envergonhar-se do vestido de chita que usava para ir à escola.

Trabalhar um tiquinho, pois nada é de graça!

Estar de férias é querer lembrar tudo o que fez nas férias, mas isso não é tão fácil...Afinal, tirar férias é estar parte do tempo não lúcido.

É estar endividado, atolado de trabalho, com 1000 emails para ler, com muita roupa para lavar...

Estar de férias é querer que ela dure mais 30 dias...

É voltar para casa, NOVA, pros amigos e família e ter a certeza de que não é preciso estar de férias para ser feliz e saber viver... Basta estar vivo....

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Já já estou de volta!

Aos meus poucos, lindos e sinceros seguidores que sentiram falta das minhas letrinhas bagunçadas, prometo: Já já estou de volta, e com muitas novidades...
A sensação de borboletas no estomâgo ainda não passou...
De qualquer forma: There's nothing you can’t do! Now you’re in new york, Now you're where you want. Now you're not alone. Now I have me! Yes Yes!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Quero "La vie en Rose"

Seria pedir muito, querer A vida Cor de Rosa... Como canta Piaf em "La vie en Rose"....

Quero olhos que fazem baixar os meus, dos quais os sorrisos se perdem em sua boca.

Veria uma vida cor de rosa, quando sussurasse baixinho.
Palavras de amor ou palavras de todos os dias.

E em noites que não acabam mais
Nas quais grande felicidade tomaria o lugar dos aborrecimentos e todas as tristezas se apagariam...

Ser feliz!
Feliz, feliz até morrer

(Brincando ao som de Edith Piaf, emociante interprete, de cuja letra desconheço a autoria)

La vie en Rose

Des yeux qui font baiser les miens,
Un rire qui se perd sur sa bouche,
Voilà le portrait sans retouche
De l'homme auquel j'appartiens

[Refrain]
Quand il me prend dans ses bras
Il me parle tout bas,
Je vois la vie en rose.
Il me dit des mots d'amour,
Des mots de tous les jours,
Et ça m'fait quelque chose.
Il est entré dans mon coeur
Une part de bonheur
Dont je connais la cause.
C'est lui pour moi,
Moi pour lui dans la vie,
Il me l'a dit, l'a juré
Pour la vie.
Et dès que je l'apercois
Alors je sens en moi
Mon coeur qui bat

Des nuits d'amour à plus finir
Un grand bonheur qui prend sa place
Des ennuis des chagrins s'effacent
Heureux, heureux à en mourir.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A Bahia é pertinho, vice

Acredita que não por acaso tenho escutado na noite anterior o MP3 de mais de 3 anos atrás, meio ralado, riscado, cheio de memórias. Sim, mais de 170 músicas, talvez todas de Legião, não sabe pois nunca as ouviu todas...
Escutou, não sabe porque, Música Urbana, umas três vezes... “E nos pontos de ônibus estão todos ali: música urbana.” Talvez porque viva em pontos de ônibus, é como a vida nesse vai e vem! Numa ciranda, sempre a cirandar.
Enfim, mas dessas, do CD (lê-se ‘cídi’), ralado, riscado e cheio de memória também ouviu Eduardo e Mônica, Andrea Doria (uma das preferidas --- “quero alguém que não use o que eu disse contra mim” --), The Last Time I saw Richard (Joni), Daniel na Cova dos Leões, Só por hoje, Via Láctea (ai, depressiva máster, mas com uma bela mensagem) “Quando tudo está perdido, sempre existe uma luz. Quando tudo está perdido, sempre existe um caminho”. Tem sempre essa certeza frente às peripécias da vida... Crê em Deus, acredita sempre.
De qualquer forma, certa de que a certeza nunca se tem, existem conversas que não têm preço. Assim conta a pequena. Sim sim não tem preço
Às vezes passam-se anos luz sem notícias, contatos, experiências, mas mesmo assim, ter isso mais uma vez, novamente (redundante), com certeza não seria um mero devaneio. Nem os olhos oblíquos de ressaca se os olhassem mais uma vez não conseguiriam dissimular, por assim dizer, a sensação de se ter notícias.
Sendo assim e assim sendo, refletiu sem muitas conclusões, resguardou-se apenas às sensações do dia! Num dia em que nem mesmo a TPM japonesa poderia tirar o amarelo de um sorriso demente, fato.
Quem sabe é preciso to back in Bahia, claro que se estiver cansada de Londres! Aliás, Paris é um amor! Holanda é a liberdade! A Europa um passeio de trem! Buenos Aires quem sabe uma aventura! South Africa um stoped for life! Brasília um saudosismo mútuo! Marília uma curiosidade! São Luis ilha dos sabores e sensações! O Rio que contiua lindo! Piri uma paradinha de renovação! E o mundo, todo ele, uma caixinha de surpresa. Ops... Quem sabe um baú! Que por hora pode estar fechado com lembranças, medos, sonhos! Mas que a qualquer momento pode abri-se para toda a vida e suas surpresas.
Por tudo isso olhou os presentes dos amigos e das viagens que esses fazem... tantos lugares que ele passaram e sempre se lembram de trazer uma lembrança para a pequena, das quais muitos deles falam que ela deve conservá-las não como lembranças, mas como curiosidades. Sim, curiosidades, gás, combustível, ou seja, como a certeza de que um dia visitará todos aqueles lugares de sua caixinha de surpresa, digo, Baú.
Por isso, vamos que vamos que o baú precisa ser aberto! Precisamos de força, precisamos sempre! E sabemos onde encontrá-la. Fé em Deus e pé na tabua.
Comecemos de algum jeito...ok
O mundo começa agora, a cada dia. Apenas começamos...
Oxi, e antes que esqueça: “A Bahia é pertinho, vice!”



Back in Bahia
Gilberto Gil


Lá em Londres, vez em quando me sentia longe daqui
Vez em quando, quando me sentia longe, dava por mim
Puxando o cabelo nervoso, querendo ouvir Celly Campelo pra não cair
Naquela fossa em que vi um camarada
meu de Portobello cair
Naquela falta de juízo que eu não
tinha nem uma razão pra curtir
Naquela ausência de calor, de cor, de sal,
de sol, de coração pra sentir
Tanta saudade preservada num velho baú de prata dentro de mim
Digo num baú de prata porque prata é a luz do luar
Do luar que tanta falta me fazia junto do mar
Mar da Bahia cujo verde vez em quando me fazia bem relembrar
Tão diferente do verde também tão lindo dos gramados campos de lá
Ilha do Norte onde não sei se por sorte ou por castigo dei deparar
Por algum tempo que afinal passou depressa, como tudo tem de passar
Hoje eu me sinto como se ter ido fosse necessário para voltar
Tanto mais vivo de vida mais vivida, dividida pra lá e pra cá

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Foi assim como ver o mar!



Hoje faz um ano! Sim um ano depois!!!
Do dia em que viu o mar pela primeira vez...
Pena q ele não era azul... mas quem se importa... nesse caso, não menos seria a pequena.
Seus tons eram marrons, mas sua intensidade era intuitivamente selvagem...
Vendo aquela imensidão, sentiu-se pequena, mínima, no entanto, mesmo isso não a fez sentir-se nula, mas sim um graozinho de areia, que por alguns segundos fazia parte de tudo aquilo!
Naquele momento de introspecção, viu-se dentro si e teve a certeza da imensidão do mundo, de como é grande e de que a espera em algum lugar...
Jogou-se! Sim... Como repetem seus amigos: se joga!
Mas por enquanto, naquele instante, jogou-se apenas no mar...
Naquele mar, por sua vez, deixou o anel de tucum q a acompanhava por dois anos...
Pegadas na areia, seu sorriso demente e dois nomes escritos na areia, como aqueles de finais felizes de novela da oito (apenas)...
Hj um ano depois, ela sentiu saudade não apenas do mar e de toda coragem q teve durante aquela viagem, mas de toda coragem q teve na vida, da força e das decisões que tomou... Essa saudade já a atormenta a algum tempo...
No entanto, a controversa e esquisita tem a certeza q sua essência é a mesma, e sendo ela mesma ela própria, a força de que precisa somente ela sabe onde encontrar...
Neste abril, que ao contrário do passado não parece dezembro de um ano dourado, muitas coisas fazem aniversário de um ano... O Mar, o Rio, O taxista, o Reviver, os Olhos! Lembra-se de tudo, um ano depois!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Noite Severina - tardes que parecem não ter fim!!!

Sem pensar (disse que não ia pensar hoje) em nostalgia: escuto, reflito e respiro esse poema...


NOITE SEVERINA

Interprete: Ney e Pedro Luis
Composição: Pedro Luis e Lula Queiroga)


Corre calma, severina noite
De leve no lençol que te tateia a pele fina
Pedras sonhando pó na mina
Pedras sonhando com britadeiras
Cada ser tem sonhos à sua maneira
Cada ser tem sonhos à sua maneira

Corre alta, severina noite
No ronco da cidade, uma janela assim acesa
Eu respiro o teu desejo
Chama no pavio da lamparina
Sombra no lençol que te tateia a pele fina
Sombra no lençol que te tateia a pele fina

Ali, tão sempre perto, e não me vendo
Ali sinto tua alma a flutuar do corpo
Teus olhos se movendo, sem se abrir
Ali, tão certo e justo e só ti sendo
Absinto-me de ti, mas sempre vivo
Meus olhos te movendo sem te abrir

Corre solta suassuna noite
Tocaia de animal que acompanha a sua presa
Escravo da sua beleza
Daqui a pouco o dia vai querer raiar
Daqui a pouco o dia vai querer raiar...

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

The last time I saw ...

The last time I saw Richard was Detroit in 68
And he told me all romantics meet the same fate Someday, cynical and bitter and boring someone
In some dark café
You laugh, he said you think you're immune,
Go look at your eyes
They're fool of moon
You like roses and kisses and pretty men to tell you
All those pretty lies, pretty lies
When are you gonna realize they're only pretty lies
Only pretty lies, pretty lies

He put a quarter in the wurlitzer, and he pushed
Three button and the thing began to whirl
And a waitress came by a fishnet stockings and a bow tie
And she said drink up now it's getting on time to close
Richard, you haven't really changed, I said
Is she that now you´re romanticizing some pain that's in head
You've got tombs in your in eye, but the songs
You punched are dreaming
Listen, they talk of love so sweet
When are you gonna get back on your feet?
Oh and love can be so sweet, love so sweet

Richard got married to a figure skater
And he bought her a dishwasher and a coffe percolator
And he drinks at home now most night with the TV on
And all the house lights left up bright
I'm gonna blow this dam candle out
I don't want nobody, comin' over to my table
I´ve got nothing to talk to anybody about
All good dreamer pass this away someday
Hidin' behind bottles in dark café
Dark cafes
Only a dark coccon before
I get my gorgeous wings
And fly away
Only a phase, these dark cafe days

terça-feira, 3 de março de 2009

O quereres de sempre querer

Sim, o quereres de sempre te querer. De sempre esperar algo que inevitavelmente jamais chegará. É um querer sofrido, mas que também é gostoso de querer, de esperar, de imaginar, de sonhar. Trágico e angustiante. Assim é o querer de estar sempre sim.
Quando dizes, penso! Quando tocas, sinto. Mas onde quero a mansidão, tenho a tortura. Onde quero amplidão, eu piso o chão.
Ah bruta flor do querer... Bruta flor, girassol, ipê.
Onde eu busco o espirito, apenas o ato. E tento abraçar o mundo inteiro e deparo-me com um cantinho dele apenas.
E assim, ao "quereres de estares sempre a fim, do que em mim é de mim tão desigual. Faz-me querer-te bem, querer-te mal. Bem a ti, mal ao quereres assim, infinitivamente pessoal. E eu querendo querer-te sem ter fim. E, querendo-te, aprender o total. Do querer que há e do que não há em mim".

"Por que existe sempre em mim"


O Quereres
(Caetano Veloso)

Onde queres revólver, sou coqueiro
E onde queres dinheiro, sou paixão
Onde queres descanso, sou desejo
E onde sou só desejo, queres não
E onde não queres nada, nada falta
E onde voas bem alta, eu sou o chão
E onde pisas o chão, minha alma salta
E ganha liberdade na amplidão

Onde queres família, sou maluco
E onde queres romântico, burguês
Onde queres Leblon, sou Pernambuco
E onde queres eunuco, garanhão
Onde queres o sim e o não, talvez
E onde vês, eu não vislumbro razão
Onde o queres o lobo, eu sou o irmão
E onde queres cowboy, eu sou chinês

Ah! bruta flor do querer
Ah! bruta flor, bruta flor

Onde queres o ato, eu sou o espírito
E onde queres ternura, eu sou tesão
Onde queres o livre, decassílabo
E onde buscas o anjo, sou mulher
Onde queres prazer, sou o que dói
E onde queres tortura, mansidão
Onde queres um lar, revolução
E onde queres bandido, sou herói

Eu queria querer-te amar o amor
Construir-nos dulcíssima prisão
Encontrar a mais justa adequação
Tudo métrica e rima e nunca dor
Mas a vida é real e de viés
E vê só que cilada o amor me armou
Eu te quero (e não queres) como sou
Não te quero (e não queres) como és

Ah! bruta flor do querer
Ah! bruta flor, bruta flor

Onde queres comício, flipper-vídeo
E onde queres romance, rock'n roll
Onde queres a lua, eu sou o sol
E onde a pura natura, o inseticídio
Onde queres mistério, eu sou a luz
E onde queres um canto, o mundo inteiro
Onde queres quaresma, fevereiro
E onde queres coqueiro, eu sou obus

O quereres e o estares sempre a fim
Do que em mim é de mim tão desigual
Faz-me querer-te bem, querer-te mal
Bem a ti, mal ao quereres assim
Infinitivamente pessoal
E eu querendo querer-te sem ter fim
E, querendo-te, aprender o total
Do querer que há e do que não há em mim

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Os tais olhos de ressaca

Certa vez disse-me, "tenho medo de seus olhos, são olhos de ressaca"... Disse ainda, "dissimulados". “Tenho medo de você, deles”. Inicialmente, não entendi nada... Somente lembrei-me de um tal Dom Casmurro, que assim, descreveu o olhar indescritível de sua Capitu. Realismo brasileiro, romanceado por Machado de Assis. Palavra, imagem, som, ópera, vida, deslizes, paixões, dúvidas, eternas dúvidas.

De volta ao início, não entendi o porquê tal comparação. Os olhos (meus) são normais, sem nada de diferente. Já dos dele, não posso dizer o mesmo. Esses sim eram (são) olhos de ressaca, oblíquos e, às vezes, pareceu-me dissimulados. Girassóis, olhos de girassóis. Belos, e amarelos...

Em Dom Casmurro, tem-se a dúvida quase eterna, livre às interpretações dos leitores, se houve ou não a traição de Capitu. Não há comprovações, fatos concretos. O que existem são suspeitas. Apenas suspeitas.

Sobre o início, o que houve? Palavras, lágrimas e evidentes manifestações de afeto. Nada de dissimulação, nem olhos de ressaca. Sobre o que se sucedera, não há o que dizer, como em Dom Casmurro, tenho apenas a impressão em primeira pessoa, visão única e sem opiniões de terceiros.

Se aconteceu ou não, resta a Dom Casmurro, a Bentinho, a tal flor, e a tudo, a eterna dúvida. Suspeita.

“Ficamos assim, a olhar um para outro. Sem dizer nada”

Capitu e o início eram assim como os pássaros, saíam sem pagar nada.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

All Star!!!

Estranho seria se eu não me apaixonasse por você
O sal viria doce para os novos lábios
Colombo procurou as Índias mas a Terra avistou em você
O som que eu ouço são as gírias do seu vocabulário

Estranho é gostar tanto do seu All Star azul
Estranho é pensar que o bairro das Laranjeiras,
Satisfeito, sorri quando chego ali e entro
no elevador aperto o 12 que é o seu andar
não vejo a hora de te reencontrar
e continuar aquela conversa
que não terminamos ontem, ficou pra hoje.

Estranho mas já me sinto como um velho amigo seu
Seu All star azul combina com o meu, preto, de cano alto
Se o homem já pisou na Lua, como eu ainda não
tenho seu endereço
O tom que eu canto as minhas músicas
para a tua voz parece exato...

contando os dias... Nando Reis

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

O ridículo, o amor

Sim, o amor é ridículo...

Estar apaixonado é ridículo...

Cartas melosas, emails full time...

As mensagens, do tipo SMS, essas são as mais ridículas.

Rápidas, diretas (devido ao número de caracteres) e ridículas.

Os enamorados, enfeitiçados, loucos de amor – estes são ainda os mais ridículos.

Mas, como nos dizia o poeta – se as cartas de amor não fossem ridículas, não seriam, por assim dizer, cartas de amor. E então, o que seriam?

Mais adiante, novamente disse o poeta, - se nas cartas existe o amor, tem elas por obrigações serem ridículas.

Os amores, os amantes, os desejos, as paixões sempre se tornam ridículos.

No entanto, ridículo é quem não amou, quem jamais fora ridículo. A pequena, por sua vez, sim, já fora ridícula, e como fora ridícula.

Aliás, te pergunto, afinal, quem não queria ser ridículo ao menos uma vez...

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Só por hoje - Only for today















Site de Relacionamento: Totalmente D+
Nick do Messenger: Feliz da Vida
Status no trabalho: Intenso
Condição na Faculdade: Em conclusão
A família: Vai muito bem, obrigada.
O coração: Aos poucos, está aprendendo
Os amigos: Sinceros e leais
A Deus: Valeu, obrigada
EU/MIM: Daquele jeito
A você: Always unforgettable

Só por hoje, aprendi a viver um dia de cada vez, e ser feliz aos poucos,
dia após dia, nunca de uma só vez. (for Rose Dayanne)


"Hoje já sei que sou tudo que preciso ser
Não preciso me desculpar e nem te convencer
O mundo é radical
Não sei onde estou indo
Só sei que não estou perdido
Aprendi a viver um dia de cada vez" (For Renato Russo)

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Desalento

Desalento

Composição: Chico Buarque - Vinicius de Moraes

Sim, vai e diz
Diz assim
Que eu chorei
Que eu morri
De arrependimento
Que o meu desalento
Já não tem mais fim
Vai e diz
Diz assim
Como sou
Infeliz
No meu descaminho
Diz que estou sozinho
E sem saber de mim
Diz que eu estive por pouco
Diz a ela que estou louco
Pra perdoar
Que seja lá como for
Por amor
Por favor
É pra ela voltar
Sim, vai e diz
Diz assim
Que eu rodei
Que eu bebi
Que eu caí
Que eu não sei
Que eu só sei
Que cansei, enfim
Dos meus desencontros
Corre e diz a ela
Que eu entrego os pontos

Fluídos desalentos...
Diria, talvez, quem sabe, ou melhor, traduziria em três palavras:

Lindo, impossível e eterno

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Pra começar - J. Mitchell

Confesso, que receie, contudo decidi...

Agora seja o que for, vou começar...

Começ com ela, com uma música dela, que é muito especial;;;

Não vou falar por que, mas esta música é muito especial...

Em um momento, em vários momentos, ela foi tudo.. e muito pouco...

The last time I saw Richard

Last time I saw Richard was Detroit in 68
And he told me all romantics meet the same fate
Someday, cynical and drunk and boring someone
In some dark cafe
You laugh, he said you think you're immune,
Go look at eyes
They're full of moon
You like roses and kisses and pretty men to tell you
All those pretty lies, pretty lies
When you gonna realize they're only pretty lies
Only pretty lies, pretty lies