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terça-feira, 26 de junho de 2012

O que parecia tão fugaz

Sim, a beleza é mesmo tão fugaz, canta Lulu Santos. A vida é tão fugaz! Tanta coisa é tão fugaz. Que virá a ser fugaz? Nem sei, só sei que achei a palavra tão bonita, me chamou a atenção pra escrever e pensei que coubesse bem no que sinto hoje. Me fez lembrar de fuga, voracidade, breve... Pesquisei e vi que era tipo assim mesmo.
Coloquei-me a pensar como coisas tão sérias podem ser tão fugazes, digo, rápidas, digo, que nos leva a uma fuga de nós e a um encontro consigo mesmo. Dá medo.  Deu medo.
No entanto, eu acho tão bonito isso, de ser abstrato baby, quer dizer, eu achava tão bonito, quando era apenas abstrato, baby. Hoje parece tão real e vejo que a palavra fugaz não cabe mais tanto assim.
Volte a ser fugaz... No entanto, não menos voraz. Pairam dúvidas, travessas e não pequenas.
Mas são boas. Como são!
Parece que não é simplesmente mais uma idéia que existe na cabeça, pois ela tem acontecido, sem obrigação de acontecer...
O fato é que prefiro esconder, deixar subentendido, viver, para mim mesma. As vezes, mesmo sem querer, não consigo, e mesmo assim isso vai sem eu dizer.
Sobre essas coisas, se as amaldiçoarei um dia, ou ao contrário, as abençoarei, só Deus poderá me responder. Talvez já saiba a resposta. No entanto, vou postergando.

Isso que dá ouvir Lulu!


Apenas mais uma de amor...

Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido

Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontecer

Eu acho tão bonito isso
De ser abstrato baby
A beleza é mesmo tão fugaz

É uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de acontecer

Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer

Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber

Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido

Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de acontecer

Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer

Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
E eu vou sobreviver...
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Sobre aviõezinhos de papel e linhas tortas

Quem nunca brincou com aviõezinhos de papel? Só quem nunca foi criança... Algumas pessoas queriam fazer jatinhos, Boeings, naves espaciais e mal conseguiam dobrar aqueles papéis coloridos das aulas de educação artística... Seus aviõezinhos nunca voavam... Mas elas nunca desistiram de fazê-los...
Uma dessas era a pequena! Ela nunca levou jeito para nada manual, artístico... Seus cartões de natal, dia das mães, lembranças de páscoa sempre eram os piores... Aqueles que se destacavam nas exposições por serem os mais feios... Não levava jeito para a coisa... Gostava da época das bandeirolas, pois como não tinha jeito para mexer o corpo e balançar os quadris, adorava colar bandeirolas de todas as cores e formatos, e apreciar o balançar das bandeirinhas como se fosse seu, colorindo e animando as festas dos santos do mês junho... Era seu disfarce, sua forma de ser feliz!
Mesmo que seus aviõezinhos não voassem, não tinha problema... a mente da pequena voava por si só, sem precisar de instrumentos... Viajava até a Lua, trocava ideias com ela, chamava-a pelo nome, seu nome... E viajava... Viajava até onde sua imaginação desejasse voar... Só precisa de um sonho! Ela tinha vários... Ruim dizer tinha!... Mas?!
Mas nessa vida traçada em roteiro certo com linhas tortas, em que o traçado é seu, é dela... A vida te leva e você se deixa levar... Como naqueles cadernos de caligrafia que você preenche quando é criança para desenvolver sua coordenação motora, ou pelo menos tentar... As linhas estão lá, perfeitas... O roteiro está lá, basta copiá-lo, segui-lo... Mas você, de vez em quando pula linhas, começa de trás para frente, faz uma fileira, pula para outra, vacila, apaga, rabisca, volta para linha certa ou que pensa ser certa... E assim, tentado escrever certinho e reto, sem o auxílio do Microsoft Word, ela vai escrevendo a sua vida... Escrevendo do jeito que ela sabe escrever, do jeito que pode...
Escrever torto é errado? Escrever certo é certo? Ela acredita que nenhum nem outro... O importante é escrever e não deixar seu papel em branco... Com responsabilidade e clareza do que se escreve.... Até mesmo seu aviãozinho de papel precisa de cor e história, com erros e acertos...
E de vez em quando ele pousa onde menos se espera... Mesmo quando o roteiro era outro, e o plano não era aquele... Sua conexão não era aquela, mas a turbulência fez o aviãozinho pousar numa pista diferente da programada, mas que seria na verdade a pista que ele deveria pousar, contrariando a rota certa, ou que seria certa... Não poderia ser diferente...
E mesmo num bar estranho, com gente esquisita, libertários, visionários, otimistas, hipócritas e artistas, sem nenhuma dose de tequila, acontecem situações que ainda surpreendem... Aquelas coisas dos romances que se lia na infância, com situações mirabolantes!
Coisas que nem a biologia, a psicologia, a matemática e a geografia não conseguem explicar, talvez por que não tenham mesmo explicação... Num tempo e num espaço onde macacos nus e peludos confrontam as suas diferenças e acabam se esbarrando nas suas semelhanças... Num espaço onde a menina mulher lhe coloca frente a frente com a menina mulher que você foi... Num tempo em que seus aviõezinhos podiam levar para onde quisesse... Mas?!
Mas ainda podem! Ainda devem! E nessa prática constante de ser o que é, amargando e saboreando as dores e as delícias de ser você, enfrentamos essa selva de loucos cogumelos azuis, na batida perfeita, sem deixar a música parar... (mesmo que o texto tenha se perdido uma vez, por que o tal Microsoft Word não salvou)... Comece de novo, sempre!
Poderia ser um belo diário… Um diário de motocicleta…
mas, neste caso, seria um diário de aviõezinhos...

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Vamos pequena perceber a plenitude de nossa vida...

Ás vezes ficamos tão tristes (eu e a pequena) que nem mesmo o típico e amarelado sorriso conseguimos esbanjar. Há uma tristeza da alma e tão injusta, que não nos conforma apenas o fato de não querermos que ela exista.Afinal, ela é tão inútil, tão pobre, indesejada, indecente. Mas, vez ou outra, ela teima em existir.
No entanto, o que nos alivia em tudo isso é o fato de que a tal tristeza é tão efêmera e passageira! Cicatriza rápido, mesmo que logo logo teime em voltar.

Sabe por que isso acontece???
Nós sabemos!

O fato dela existir ou não, depende de nós. Da atenção que nós damos as coisas. Que damos a ela.


Se ficássemos a perder tempo com as razões de nossas tristezas seríamos a cada segundo mais triste. Mas, se ao contrário, ao senti-la bater em nossa porta, buscássemos imediatamente todos os motivos do mundo para sermos felizes, com certeza e sem dúvida, ela não teria força sequer de bater a porta.

E é isso que temos feito. Procurando todos os motivos do mundo para sermos felizes. Quer saber o que tem nos alegrado ultimamente:

Colo de mãe! Piada de irmão! Histórias da vó; Fé em Deus; Suco de cajá! Emails trocados com amigos e queridos distantes, mas que são tão presentes, que fica impossível de medir a distância, ou seja, são tão importantes e especiais; telefonemas e sms (torpedos), uns bobos, outros sumariamente importantes, nesse caso por serem sérios e não bobos, mas todos com igual valor; um bom filme ou um filme dublado; uma música estranha e uma já conhecida de longos anos aprendendo a letra; a dúvida e o medo de arriscar, afinal, isso é sim um bom sinal, prova que a vida é feita de escolhas; três cervejas no bar da quadra com remakes da outra nostálgica praça; a saudade de pessoas especiais e a dúvida de ser ou não especiais para elas; uma nova aquisição; um novo sonho; um novo desafio; os velhos desafios e os velhos sonhos; um abraço, demorado ou rápido; a vida em sua essência; a natureza; as pessoas...

Viu só! Tantos motivos pra ser feliz... Sendo assim e assim sendo, para que cultivar uma tristeza que não é sua... ????

Vamos pequena perceber a plenitude de nossa vida...

Viva a alegria que é nossa!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Chuva!

Quando vejo a rua alagada, ônibus atrasados, e percebo que estou sem guarda chuva, tenho plena convicção, certeza, de que um dia colherei bons frutos...
Toda dificuldade e sacríficio haverá de ter retorno.
E com certeza, o momento não tardará

Amém...