sexta-feira, 27 de abril de 2012
Comigo mesmo!
As vezes o corpo clama por reconhecimento, por percepção, sensação! Ele está cansado de ser superficial, de não ser ele! Quer descobrir-se e descobre-se, pode demorar, mas um dia você se vê frente a você mesmo... Em demasiado contentamento, afinal, você está com você mesmo... ... Como nunca estivera antes, como nunca lhe foi permitido estar... Tudo soa mais familiar! Tudo é tão prazeroso... Não sabia até então como era bom ser você mesmo ... E nesse momento, nada mais do que se passou parece ser verdade, como se tudo começasse a valer naquele exato segundo! Não que nada do que passou não tenha existido... Sim, existiu, ainda existe! Faz parte da sua história, do seu passado... algumas coisas você sonha em esquecer, outras sempre é bom lembrar... o fato é que existindo ou não, essas coisas passam a não ser verdade. Como explicarei??? Questiona-se, pelo menos! Nós entendemos!
Estive com ela esses dias, eu e eu mesmo! Estou apaixonado por mim, num complexo de narciso, sou feliz, sou triste, sou pensativo... Ando oscilando, ando na verdade vivendo! Seguramente, sem medidas, sabendo que a medida virá quando chegar a hora...
sábado, 14 de abril de 2012
A Bahia dos extremos
domingo, 8 de abril de 2012
ISSO É FEMINISMO!!!
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Sobre aviõezinhos de papel e linhas tortas
mas, neste caso, seria um diário de aviõezinhos...
sexta-feira, 23 de março de 2012
As coisas do face! Que faz rir e chorar!
O facebook é multicor, multi sentimento. Hoje comecei o dia sorrindo com "Pra nossa alegria" ... Pela música, até mesmo pela alegria dos protagonistas do vídeo. Depois de sorrir, veio a indignação e tambem a solidariedade à jornalista Dani Braga, que devido a uma publicação na sua página PESSOAL do Facebook está tendo seu direito de liberdade de expressão cerceado, sofrendo acusações e ameaças... Dani, meu apoio a você! Em seguida, depois da alegria e indignação, veio o choque, a tristeza, ao ler o caso de Araguatins, quatro pessoas foram mortas e uma está ferida, vítimas de um parente (filho, neto, sobrinho)... é tão difícil manter-se otimista, mas a agente vai tentando...
quinta-feira, 8 de março de 2012
Sobre meninas e janelas

Eu gosto de apreciar coisas históricas! Não sei por que, mas museus, escadarias, janelas, esculturas, livros antigos, fascinam-me.
Alguns me consideram antiquada, saudosista e até velha demais para minha idade.
Mas o fato é que adoro passear por cidades históricas, adoro ruas, casarões... Passear pelo velho me faz sentir ainda mais nova e viva, se querem saber! Tendo a consciência de toda a essência que todo o conjunto da obra representa.
Sou atraída, principalmente, por aqueles casarios cheios de janelas, dezenas delas, que diante de sua imponência arquitetônica, faz-me pensar nas MENINAS que as habitavam. Faz-me pensar nos dias e noites em que essas MENINAS ficavam ali a esperar o famoso príncipe encantado que as libertariam da alcova familiar, mas que na verdade somente as transfeririam de prisão. Seus destinos já estavam traçados: ser esposas e mães.
Mas, muito além deste destino, lembrando daquelas janelas, pergunto-me se essas MENINAS não tinham sonhos e se não queriam pular daquelas janelas e irem à busca dos seus sonhos, sem viver a expectativa de um falso resgate.
Demorou, mas essas meninas começaram a pular janelas e, até mesmo, sair pela porta da frente, para irem elas mesmas em busca dos seus próprios sonhos e anseios. Pagando o preço e também saboreando o prazer de sua coragem, o prazer de ser ELAS, o prazer de ser MULHER.
Algumas ao longo da história pagaram com a própria vida: feministas, poetas, atrizes, mães, operárias, sufragistas, e muitas outras. Mas não morreram em vão! Pois se era utopia o que conquistamos até hoje, que não seja utopia o que ainda falta conquistar.
Sabe Chico, a moça triste não está mais debruçada na janela pensando que a banda tocava pra ela, pelo contrário, a moça alegre foi junto com a banda e está fazendo o seu próprio carnaval.
Parabéns pelo Dia Internacional da Mulher, embora este seja um dia apenas simbólico, nós sabemos que a luta é diária e não pode parar.
Rose Dayanne Santana
quarta-feira, 7 de março de 2012
Com ou sem fitinhas rosas!

Só uma observação: Neste mês março, em que se comemora o dia Internacional da Mulher, por favor, esse negócio de flores, bombons, fitinhas rosa, chás, enfeite de estante, não é só isso, não mesmo! Não queremos isso!
Nós queremos direitos garantidos, proteção e punição aos agressores, informação, direito ao nosso corpo, inserção nos espaços, e principalmente, nos espaços de decisão deste país.
Nós queremos um basta aos conceitos machistas e às falsas verdades sobre as mulheres. Chega dessas piadinhas sem graças que de tanto repetidas posam de verdades por ai.. Chega!
Mulher tem que ser feminista e defender sim seus direitos. Vale lembra que o Brasil é um dos países que menos têm representantes femininas no parlamento. .
Nós mulheres precisamos observar que somos sujeito de direitos, e que a nossa emancipação depende do nosso empoderamento e nós estamos sim lutando para isso.
Sim, existem muitos desafios pela frente. Alguns parecem utópicos demais, mas não impossíveis. Quem foi que disse que seria fácil? Não ninguém disse! Por isso, continuamos na luta, com ou sem fitinhas rosas.
Que vem e vão!
Quem sabe talvez! Forjamos que nós conhecemos ao mentir ao outro o que realmente somos!
Tem dores que vem e que ficam, enquanto outras passam como se nunca tivessem existido!
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Um pouco de Scarlet, Gil e Satine... E um recado para mim!

Depois do meu cine house, roteiro que incluiu “E o vento levou”, Midnight Paris e Moulin Rouge, encontrei em seus protagonistas, apesar de bem diferentes, algo em comum: o desejo de realizar seus sonhos. Sonhos bem diferentes, mas sonhos!
Admiro muito a força, a coragem e a determinação de Scarlet O’Hara, personagem eternizada por Vivien Leigh, no longa metragem clássico “E o vento levou” (Gone With the Wind - 1939). O que não quer dizer que concordo com todas as suas atitudes, ela também é instável, mimada e manipuladora. Uma mulher complexa. Mas, sem dúvida, é um exemplo de força feminina, no cenário da Guerra Civil Americana. Scarlet é movida por suas paixões, desejos, amores e desilusões, mas ela não desistiu. Seu amor platônico/obsessivo por Ashely é na maioria das vezes o combustível para sua persistência, porém, seu amor maior, embora não o perceba de fato, é Tara, terra onde nasceu, pois segundo seu pai, “só a terra é um bem que dura para sempre”.
“E o vento levou” é um clássico, e dividi opiniões, considerado por alguns o melhor de Hollywood, também é rotulado como o pior do cinema americano. Não quero emitir opiniões nesse sentido, longe de mim. Mas se o clássico ainda sobrevive desde 1939, alguma coisa tem, oh se tem, boa ou ruim... Talvez, as inesquecíveis cenas, a música, os personagens, o romance como pano de fundo, e o amor, não apenas por uma pessoa, mas por um ideal, uma causa, uma terra. O amor por um sonho!
E o que falar Gil Pender (Owen Wilson), um roteirista frustrado de Hollywood, que sonha em escrever um romance e vai à Paris buscar inspiração. Teria lugar melhor? Talvez não! E apesar da companhia da pseudo noiva insossa, ele consegue se encontrar no velho mundo e eis que está ali sua inspiração. Afinal, tudo pode acontecer na cidade luz. E o que move o protagonista do filme "Meia Noite em Paris" (2010), de Woody Allen (que rendeu duas indicações ao Oscar)? O que? Sua paixão e admiração pela literatura francesa do século XX, pela inspiração que rondava a época, e revelava pintores, escritores, atores, cineastas e toda manifestação artística que nos inspira até hoje.
Gil não queria simplesmente ler sobre a época, muito mais, ele queria viver no século XX, e ao vivenciar aquele período, considerado por ele a “época do ouro”, percebe que os protagonistas daquela época queriam ter vivido em outro tempo passado, e por ai vai. Mas, o que acontece, apesar de tudo, Gil persiste em seu sonho e decide ficar em Paris para escrever seu romance...
O outro filme do roteiro de presentes do aniversário foi Moulin Rouge (Amor em Vermelho – 2001). Esperava mais do filme, não sei, talvez, não consegui absorver muito. Mas o que me chamou atenção no musical não foi o romance conturbado da cortesã Satine (Nicole Kidman) com o escritor Christian (Ewan McGregor), mas a vontade de Satine de realizar seu sonho, ser uma grande atriz, e deixar o submundo dos boêmios para se apresentar num teatro. Penso ainda que o romance com o escritor atrapalhou Satine, mas enfim.
Apesar de se passar no século 19, auge da belle époque, na trilha sonora do filme, tem de tudo um pouco, de Madonna, Beatles, Queen até Nirvana...
Disso tudo, não por coincidência, em cada um desses protagonistas, de épocas diferentes, havia algo único. Todos tinham suas paixões, seus sonhos e teimaram para tentar concretizar aquilo que almejavam. Talvez seja um recado para mim! Ou para nós!
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Não é acidente! Isso se chama violência!

Não é acidente! Não foi! Ela não esbarrou e caiu! Não! Não escorregou no banheiro! Não!
Suas lágrimas não são por causa da cebola!
Sua tristeza e sua dor têm outro nome...
Chame-se VIOLÊNCIA...
Seja ela moral ou física!
Sua dor se chama VIOLÊNCIA...
Seus manchas roxas, seu olhar baixo, essa tristeza chama-se VIOLÊNCIA.
Vamos ficar assim de braços cruzados, aceitar e nos calar...???
Não, não vamos!
Mulheres e homens pelo fim da violência contra a mulher!
25 de novembro - Dia Internacional de Combate à violência contra a Mulher
Denuncie e ajude!
Não só hoje, todos os dias...
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
R(i)cife foi lindo!
R(i)cife foi lindo!
Valeu pela força e apoio de vocês. Pela insistência de alguns, as revisões de outros e, principalmente, a paciência e o incentivo...
Imaginem eu, sozinha, em R(i)cife para ficar num alojamento, com pessoas desconhecidas, com muito receio de tantas coisas...
Medo bobo, com certeza! Deus está sempre comigo!
Já cheguei, entrei no primeiro quarto, e fiz amizade de cara, amizades essas que vão comigo para vida toda! Assim me antecipou meu primo Rogério, que como sempre teimoso, não descansou até o momento em que inscrevi o meu trabalho.
Meu foco era apresentar o trabalho, o primeiro, em um Congresso.
E sem modéstia assumo, foi um sucesso, me senti plenamente realizada...
Sim, foi tranquilo, questionador e muito enriquecedor...
A troca de conhecimentos e cultura é sem dúvida uma experiência fantástica..
Não fui a Olinda, infelizmente, mas consegui dar um pulinho na praia de Boa Viagem, como sugeriu minha amiga Maíra...
No Recife Antigo, no Marco Zero, assistimos a um show do Tom Zé, de graça, o que é melhor...
Conheci gente do Brasil todo! Em sua maioria, muito legais. Era a única do Tocantins, pelo menos que eu vi, o mais próximo que cheguei, foi os amigos de Goiás, que também dividiram o alojamento...
Nos alojamentos, o banho era coletivo, como no BBB, não havia separação de alojamentos para homens ou mulheres.
A prática era a autogestão, todos éramos responsáveis pelo o espaço e deveríamos gerir nossas relações, o que foi muito tranquilo. Afinal, o respeito à diversidade e ao espaço do outro foi algo tão natural, que cadeados em malas não serviram nem de enfeite. Sem falar do companheirismo, até mesmo na hora de dividir um galeto.
Apesar do pouco tempo, aprendi muito, prestei muita atenção nas pessoas, nos sotaques, no regionalismo! No café da manhã, eles comem carne com "macaxeira", munguzá (canjica), e muita fritura... Pedi um pão de queijo, e me vem a atendente com um pãozinho com queijo ralado em cima, acredita! Pão de queijo bom é o de MINAS.. hehehhe
E nas VANs, o lema é "Parada Desce" que em R(i)cife quer dizer "na próxima parada eu desço"...
E assim, foi um tiquinho da minha passada pela Veneza Brasileira...
A pergunta é, qual a minha próxima "Parada Desce"...
domingo, 20 de novembro de 2011
Como começamos! The Last Time I saw
Começamos em 09 de setembro de 2008, com o post “Pra começar – J. Mitchell”
Neste link aqui http://ennayadsol.blogspot.com/2008/09/pra-comear-j-mitchell.html
Hoje não sei por que e muito menos como, decidi ir ao início e procurar uma resposta! Ao inicio do Blog, ok!
Talvez porque nos últimos meses ando tímida com as palavras, talvez um tanto preguiçosa.
Na verdade, acredito que a inspiração tem feito faltado...
Algumas pessoas me cobraram postagens, outras, talvez como eu, esqueceram as minhas escritas.
Vai saber, quem sabe!
Eu não sei!
O que acontece é que hoje queria mesmo era desabafar, embora ainda não saiba exatamente o que... Comecei escrever solto, e me lembrar “The Last time I saw” ... Comecei a me lembrar da última vez em que vi algumas coisas, pessoas, e até sentimentos! Lembrar de "Uns dias"
Talvez por que eu procure ver as coisas como se fosse a última vez em que as visse!
Não, não! Ultimamente deixei passar algumas coisas.
De qualquer forma, me disse esses dias um amigo sobre mim
“A menina sem medo de ser feliz”
Continuo sendo essa menina, essa pequena, confesso! O medo quem sabe tenha ficado maior que outrora!
Mas uma coisa é certa, ainda vivo a busca pela felicidade...
Sem lindas mentiras, ou com lindas mentiras necessárias!
O fato é que meus olhos continuam cheios de lua, e quero acreditar que o destino dos românticos seja um destino feliz...
"Last time I saw Richard was Detroit in 68
And he told me all romantics meet the same fate
Someday, cynical and bitter and boring someone
In some dark cafe
You laugh, he said you think you're immune,
Go look at your eyes
They're full of moon"
J. Mitchell - The Last Time I Saw Richard
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Quase Chuva
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Isso era tudo!


