sexta-feira, 27 de abril de 2012

Comigo mesmo!


As vezes o corpo clama por reconhecimento, por percepção, sensação! Ele está cansado de ser superficial, de não ser ele! Quer descobrir-se e descobre-se, pode demorar, mas um dia você se vê frente a você mesmo... Em demasiado contentamento, afinal, você está com você mesmo... ... Como nunca estivera antes, como nunca lhe foi permitido estar... Tudo soa mais familiar! Tudo é tão prazeroso... Não sabia até então como era bom ser você mesmo ... E nesse momento, nada mais do que se passou parece ser verdade, como se tudo começasse a valer naquele exato segundo! Não que nada do que passou não tenha existido... Sim, existiu, ainda existe! Faz parte da sua história, do seu passado... algumas coisas você sonha em esquecer, outras sempre é bom lembrar... o fato é que existindo ou não, essas coisas passam a não ser verdade. Como explicarei??? Questiona-se, pelo menos! Nós entendemos!
Estive com ela esses dias, eu e eu mesmo! Estou apaixonado por mim, num complexo de narciso, sou feliz, sou triste, sou pensativo... Ando oscilando, ando na verdade vivendo! Seguramente, sem medidas, sabendo que a medida virá quando chegar a hora...

sábado, 14 de abril de 2012

A Bahia dos extremos

A Bahia é algo assim, um paradoxo constante... Salvador, principalmente... O Pelô especificamente... Nas terras soteropolitanas, os extremos sociais se encontram, ao mesmo tempo em que a cidade expele beleza, glamour e alegria, a pobreza nas ruas de Salvador é extrema, com crianças, jovens e adultos imersos na triste realidade das drogas, miséria e abandono...

Nesse espaço em que a história de escravidão é tão presente, faz-se ainda atual, por que não... Sinceramente, nunca tinha visto o vício de tão perto... Numa rua, Igrejas belíssimas, o comércio a todo vapor, turistas e mais turistas..  Na rua de baixo, o comércio é outro, tráfico e dependentes tentam alimenta a todo custo seu vício...

Mas, mesmo com toda essa realidade crua que vi, não deixei de aproveitar a Bahia, sem baianos, por incrível que pareça... Há poucos baianos no Pelô, os que por ali estão, normalmente são os trabalhadores e trabalhadoras, e os mendigos... Ao mesmo tempo em que há gente de todos os cantos do Brasil e do mundo!

Na ruas do Pelô, rodas de samba, capoeira, mulheres de tranças e dreads fazendo tranças e dreads em outras mulheres e homens... Artista anônimos, sambistas, cheios de axé, cheio de toda essa bagagem cultural da Bahia de todos os santos e santas...

Mas o fato é que, toda menina e menino baiano têm um jeito que Deus dá, como diria o também baiano Gilberto Gil... E tem também defeitos, que Deus e que Deus dá... Um povo alegre e marento, bonito e feio, calmo e estressado, ao extremo, coisas do tipo, 8 ou 80...

E assim foi a Bahia, Recife, São Luís, Ouro Preto, um misto de conhecimento e procura... Igrejas, janelas, esculturas... Praia, quando tem né, MG, por exemplo, nem rio rolou! E nessa ida eu vou, quer dizer, vamos... 
Queria um tiquinho do mundo,  mas descobri que mundo lá fora pulsa no meu Coração, e isso já basta... 

domingo, 8 de abril de 2012

ISSO É FEMINISMO!!!


ISSO É FEMINISMO!!!
NUNCA chamarei  PUTA a outra mulher; NINGUÉM poderá me convencer  no calor do momento a NÃO USAR CAMISINHA;  JAMAIS engravidarei pra ter um homem AO MEU LADO; NINGUËM PODERÁ ME JULGAR pelo número de pessoas com quem FAÇO SEXO; TENHO a responsabilidade de LUTAR pelos direitos da MULHER; NÃO ACEITAREI NENHUM TIPO DE VIOLÊNCIA contra mim; NÃO ME DARÁ NEM MEDO NEM VERGONHA se eu gosto de mulheres; as MULHERES QUE “FICAM PRA TITIA” NÃO EXISTEM, eu DECIDO se me caso ou não...

(emprestado do perfil do face da companheira Gilmara Apolinário)


sexta-feira, 6 de abril de 2012

Sobre aviõezinhos de papel e linhas tortas

Quem nunca brincou com aviõezinhos de papel? Só quem nunca foi criança... Algumas pessoas queriam fazer jatinhos, Boeings, naves espaciais e mal conseguiam dobrar aqueles papéis coloridos das aulas de educação artística... Seus aviõezinhos nunca voavam... Mas elas nunca desistiram de fazê-los...
Uma dessas era a pequena! Ela nunca levou jeito para nada manual, artístico... Seus cartões de natal, dia das mães, lembranças de páscoa sempre eram os piores... Aqueles que se destacavam nas exposições por serem os mais feios... Não levava jeito para a coisa... Gostava da época das bandeirolas, pois como não tinha jeito para mexer o corpo e balançar os quadris, adorava colar bandeirolas de todas as cores e formatos, e apreciar o balançar das bandeirinhas como se fosse seu, colorindo e animando as festas dos santos do mês junho... Era seu disfarce, sua forma de ser feliz!
Mesmo que seus aviõezinhos não voassem, não tinha problema... a mente da pequena voava por si só, sem precisar de instrumentos... Viajava até a Lua, trocava ideias com ela, chamava-a pelo nome, seu nome... E viajava... Viajava até onde sua imaginação desejasse voar... Só precisa de um sonho! Ela tinha vários... Ruim dizer tinha!... Mas?!
Mas nessa vida traçada em roteiro certo com linhas tortas, em que o traçado é seu, é dela... A vida te leva e você se deixa levar... Como naqueles cadernos de caligrafia que você preenche quando é criança para desenvolver sua coordenação motora, ou pelo menos tentar... As linhas estão lá, perfeitas... O roteiro está lá, basta copiá-lo, segui-lo... Mas você, de vez em quando pula linhas, começa de trás para frente, faz uma fileira, pula para outra, vacila, apaga, rabisca, volta para linha certa ou que pensa ser certa... E assim, tentado escrever certinho e reto, sem o auxílio do Microsoft Word, ela vai escrevendo a sua vida... Escrevendo do jeito que ela sabe escrever, do jeito que pode...
Escrever torto é errado? Escrever certo é certo? Ela acredita que nenhum nem outro... O importante é escrever e não deixar seu papel em branco... Com responsabilidade e clareza do que se escreve.... Até mesmo seu aviãozinho de papel precisa de cor e história, com erros e acertos...
E de vez em quando ele pousa onde menos se espera... Mesmo quando o roteiro era outro, e o plano não era aquele... Sua conexão não era aquela, mas a turbulência fez o aviãozinho pousar numa pista diferente da programada, mas que seria na verdade a pista que ele deveria pousar, contrariando a rota certa, ou que seria certa... Não poderia ser diferente...
E mesmo num bar estranho, com gente esquisita, libertários, visionários, otimistas, hipócritas e artistas, sem nenhuma dose de tequila, acontecem situações que ainda surpreendem... Aquelas coisas dos romances que se lia na infância, com situações mirabolantes!
Coisas que nem a biologia, a psicologia, a matemática e a geografia não conseguem explicar, talvez por que não tenham mesmo explicação... Num tempo e num espaço onde macacos nus e peludos confrontam as suas diferenças e acabam se esbarrando nas suas semelhanças... Num espaço onde a menina mulher lhe coloca frente a frente com a menina mulher que você foi... Num tempo em que seus aviõezinhos podiam levar para onde quisesse... Mas?!
Mas ainda podem! Ainda devem! E nessa prática constante de ser o que é, amargando e saboreando as dores e as delícias de ser você, enfrentamos essa selva de loucos cogumelos azuis, na batida perfeita, sem deixar a música parar... (mesmo que o texto tenha se perdido uma vez, por que o tal Microsoft Word não salvou)... Comece de novo, sempre!
Poderia ser um belo diário… Um diário de motocicleta…
mas, neste caso, seria um diário de aviõezinhos...

sexta-feira, 23 de março de 2012

As coisas do face! Que faz rir e chorar!

O facebook é multicor, multi sentimento. Hoje comecei o dia sorrindo com "Pra nossa alegria" ... Pela música, até mesmo pela alegria dos protagonistas do vídeo. Depois de sorrir, veio a indignação e tambem a solidariedade à jornalista Dani Braga, que devido a uma publicação na sua página PESSOAL do Facebook está tendo seu direito de liberdade de expressão cerceado, sofrendo acusações e ameaças... Dani, meu apoio a você! Em seguida, depois da alegria e indignação, veio o choque, a tristeza, ao ler o caso de Araguatins, quatro pessoas foram mortas e uma está ferida, vítimas de um parente (filho, neto, sobrinho)... é tão difícil manter-se otimista, mas a agente vai tentando...

quinta-feira, 8 de março de 2012

Sobre meninas e janelas


Eu gosto de apreciar coisas históricas! Não sei por que, mas museus, escadarias, janelas, esculturas, livros antigos, fascinam-me.

Alguns me consideram antiquada, saudosista e até velha demais para minha idade.

Mas o fato é que adoro passear por cidades históricas, adoro ruas, casarões... Passear pelo velho me faz sentir ainda mais nova e viva, se querem saber! Tendo a consciência de toda a essência que todo o conjunto da obra representa.

Sou atraída, principalmente, por aqueles casarios cheios de janelas, dezenas delas, que diante de sua imponência arquitetônica, faz-me pensar nas MENINAS que as habitavam. Faz-me pensar nos dias e noites em que essas MENINAS ficavam ali a esperar o famoso príncipe encantado que as libertariam da alcova familiar, mas que na verdade somente as transfeririam de prisão. Seus destinos já estavam traçados: ser esposas e mães.

Mas, muito além deste destino, lembrando daquelas janelas, pergunto-me se essas MENINAS não tinham sonhos e se não queriam pular daquelas janelas e irem à busca dos seus sonhos, sem viver a expectativa de um falso resgate.

Demorou, mas essas meninas começaram a pular janelas e, até mesmo, sair pela porta da frente, para irem elas mesmas em busca dos seus próprios sonhos e anseios. Pagando o preço e também saboreando o prazer de sua coragem, o prazer de ser ELAS, o prazer de ser MULHER.

Algumas ao longo da história pagaram com a própria vida: feministas, poetas, atrizes, mães, operárias, sufragistas, e muitas outras. Mas não morreram em vão! Pois se era utopia o que conquistamos até hoje, que não seja utopia o que ainda falta conquistar.

Sabe Chico, a moça triste não está mais debruçada na janela pensando que a banda tocava pra ela, pelo contrário, a moça alegre foi junto com a banda e está fazendo o seu próprio carnaval.


Parabéns pelo Dia Internacional da Mulher, embora este seja um dia apenas simbólico, nós sabemos que a luta é diária e não pode parar.


Rose Dayanne Santana
Jornalista, Aquariana, Esquisita, Flamenguista e ascendente a Feminista

quarta-feira, 7 de março de 2012

Com ou sem fitinhas rosas!


Só uma observação: Neste mês março, em que se comemora o dia Internacional da Mulher, por favor, esse negócio de flores, bombons, fitinhas rosa, chás, enfeite de estante, não é só isso, não mesmo! Não queremos isso!

Nós queremos direitos garantidos, proteção e punição aos agressores, informação, direito ao nosso corpo, inserção nos espaços, e principalmente, nos espaços de decisão deste país.

Nós queremos um basta aos conceitos machistas e às falsas verdades sobre as mulheres. Chega dessas piadinhas sem graças que de tanto repetidas posam de verdades por ai.. Chega!

Mulher tem que ser feminista e defender sim seus direitos. Vale lembra que o Brasil é um dos países que menos têm representantes femininas no parlamento. .

Nós mulheres precisamos observar que somos sujeito de direitos, e que a nossa emancipação depende do nosso empoderamento e nós estamos sim lutando para isso.

Sim, existem muitos desafios pela frente. Alguns parecem utópicos demais, mas não impossíveis. Quem foi que disse que seria fácil? Não ninguém disse! Por isso, continuamos na luta, com ou sem fitinhas rosas.

Que vem e vão!


Nós não conhecemos ninguém, pensamos que talvez a nós mesmos!

Quem sabe talvez! Forjamos que nós conhecemos ao mentir ao outro o que realmente somos!

Tem dores que vem e que ficam, enquanto outras passam como se nunca tivessem existido!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Um pouco de Scarlet, Gil e Satine... E um recado para mim!

Depois do meu cine house, roteiro que incluiu “E o vento levou”, Midnight Paris e Moulin Rouge, encontrei em seus protagonistas, apesar de bem diferentes, algo em comum: o desejo de realizar seus sonhos. Sonhos bem diferentes, mas sonhos!

Admiro muito a força, a coragem e a determinação de Scarlet O’Hara, personagem eternizada por Vivien Leigh, no longa metragem clássico “E o vento levou” (Gone With the Wind - 1939). O que não quer dizer que concordo com todas as suas atitudes, ela também é instável, mimada e manipuladora. Uma mulher complexa. Mas, sem dúvida, é um exemplo de força feminina, no cenário da Guerra Civil Americana. Scarlet é movida por suas paixões, desejos, amores e desilusões, mas ela não desistiu. Seu amor platônico/obsessivo por Ashely é na maioria das vezes o combustível para sua persistência, porém, seu amor maior, embora não o perceba de fato, é Tara, terra onde nasceu, pois segundo seu pai, “só a terra é um bem que dura para sempre”.

“E o vento levou” é um clássico, e dividi opiniões, considerado por alguns o melhor de Hollywood, também é rotulado como o pior do cinema americano. Não quero emitir opiniões nesse sentido, longe de mim. Mas se o clássico ainda sobrevive desde 1939, alguma coisa tem, oh se tem, boa ou ruim... Talvez, as inesquecíveis cenas, a música, os personagens, o romance como pano de fundo, e o amor, não apenas por uma pessoa, mas por um ideal, uma causa, uma terra. O amor por um sonho!

E o que falar Gil Pender (Owen Wilson), um roteirista frustrado de Hollywood, que sonha em escrever um romance e vai à Paris buscar inspiração. Teria lugar melhor? Talvez não! E apesar da companhia da pseudo noiva insossa, ele consegue se encontrar no velho mundo e eis que está ali sua inspiração. Afinal, tudo pode acontecer na cidade luz. E o que move o protagonista do filme "Meia Noite em Paris" (2010), de Woody Allen (que rendeu duas indicações ao Oscar)? O que? Sua paixão e admiração pela literatura francesa do século XX, pela inspiração que rondava a época, e revelava pintores, escritores, atores, cineastas e toda manifestação artística que nos inspira até hoje.

Gil não queria simplesmente ler sobre a época, muito mais, ele queria viver no século XX, e ao vivenciar aquele período, considerado por ele a “época do ouro”, percebe que os protagonistas daquela época queriam ter vivido em outro tempo passado, e por ai vai. Mas, o que acontece, apesar de tudo, Gil persiste em seu sonho e decide ficar em Paris para escrever seu romance...

O outro filme do roteiro de presentes do aniversário foi Moulin Rouge (Amor em Vermelho – 2001). Esperava mais do filme, não sei, talvez, não consegui absorver muito. Mas o que me chamou atenção no musical não foi o romance conturbado da cortesã Satine (Nicole Kidman) com o escritor Christian (Ewan McGregor), mas a vontade de Satine de realizar seu sonho, ser uma grande atriz, e deixar o submundo dos boêmios para se apresentar num teatro. Penso ainda que o romance com o escritor atrapalhou Satine, mas enfim.

Apesar de se passar no século 19, auge da belle époque, na trilha sonora do filme, tem de tudo um pouco, de Madonna, Beatles, Queen até Nirvana...

Disso tudo, não por coincidência, em cada um desses protagonistas, de épocas diferentes, havia algo único. Todos tinham suas paixões, seus sonhos e teimaram para tentar concretizar aquilo que almejavam. Talvez seja um recado para mim! Ou para nós!

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Não é acidente! Isso se chama violência!


Não é acidente! Não foi! Ela não esbarrou e caiu! Não! Não escorregou no banheiro! Não!

Suas lágrimas não são por causa da cebola!

Sua tristeza e sua dor têm outro nome...

Chame-se VIOLÊNCIA...

Seja ela moral ou física!

Sua dor se chama VIOLÊNCIA...

Seus manchas roxas, seu olhar baixo, essa tristeza chama-se VIOLÊNCIA.

Vamos ficar assim de braços cruzados, aceitar e nos calar...???

Não, não vamos!

Mulheres e homens pelo fim da violência contra a mulher!

25 de novembro - Dia Internacional de Combate à violência contra a Mulher

Denuncie e ajude!

Não só hoje, todos os dias...

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

R(i)cife foi lindo!

R(i)cife foi lindo!

Valeu pela força e apoio de vocês. Pela insistência de alguns, as revisões de outros e, principalmente, a paciência e o incentivo...

Imaginem eu, sozinha, em R(i)cife para ficar num alojamento, com pessoas desconhecidas, com muito receio de tantas coisas...

Medo bobo, com certeza! Deus está sempre comigo!

Já cheguei, entrei no primeiro quarto, e fiz amizade de cara, amizades essas que vão comigo para vida toda! Assim me antecipou meu primo Rogério, que como sempre teimoso, não descansou até o momento em que inscrevi o meu trabalho.

Meu foco era apresentar o trabalho, o primeiro, em um Congresso.

E sem modéstia assumo, foi um sucesso, me senti plenamente realizada...

Sim, foi tranquilo, questionador e muito enriquecedor...

A troca de conhecimentos e cultura é sem dúvida uma experiência fantástica..

Não fui a Olinda, infelizmente, mas consegui dar um pulinho na praia de Boa Viagem, como sugeriu minha amiga Maíra...

No Recife Antigo, no Marco Zero, assistimos a um show do Tom Zé, de graça, o que é melhor...

Conheci gente do Brasil todo! Em sua maioria, muito legais. Era a única do Tocantins, pelo menos que eu vi, o mais próximo que cheguei, foi os amigos de Goiás, que também dividiram o alojamento...

Nos alojamentos, o banho era coletivo, como no BBB, não havia separação de alojamentos para homens ou mulheres.

A prática era a autogestão, todos éramos responsáveis pelo o espaço e deveríamos gerir nossas relações, o que foi muito tranquilo. Afinal, o respeito à diversidade e ao espaço do outro foi algo tão natural, que cadeados em malas não serviram nem de enfeite. Sem falar do companheirismo, até mesmo na hora de dividir um galeto.

Apesar do pouco tempo, aprendi muito, prestei muita atenção nas pessoas, nos sotaques, no regionalismo! No café da manhã, eles comem carne com "macaxeira", munguzá (canjica), e muita fritura... Pedi um pão de queijo, e me vem a atendente com um pãozinho com queijo ralado em cima, acredita! Pão de queijo bom é o de MINAS.. hehehhe

E nas VANs, o lema é "Parada Desce" que em R(i)cife quer dizer "na próxima parada eu desço"...

E assim, foi um tiquinho da minha passada pela Veneza Brasileira...

A pergunta é, qual a minha próxima "Parada Desce"...

domingo, 20 de novembro de 2011

Como começamos! The Last Time I saw

Começamos em 09 de setembro de 2008, com o post “Pra começar – J. Mitchell”

Neste link aqui http://ennayadsol.blogspot.com/2008/09/pra-comear-j-mitchell.html

Hoje não sei por que e muito menos como, decidi ir ao início e procurar uma resposta! Ao inicio do Blog, ok!

Talvez porque nos últimos meses ando tímida com as palavras, talvez um tanto preguiçosa.

Na verdade, acredito que a inspiração tem feito faltado...

Algumas pessoas me cobraram postagens, outras, talvez como eu, esqueceram as minhas escritas.

Vai saber, quem sabe!

Eu não sei!

O que acontece é que hoje queria mesmo era desabafar, embora ainda não saiba exatamente o que... Comecei escrever solto, e me lembrar “The Last time I saw” ... Comecei a me lembrar da última vez em que vi algumas coisas, pessoas, e até sentimentos! Lembrar de "Uns dias"

Talvez por que eu procure ver as coisas como se fosse a última vez em que as visse!

Não, não! Ultimamente deixei passar algumas coisas.

De qualquer forma, me disse esses dias um amigo sobre mim

“A menina sem medo de ser feliz”

Continuo sendo essa menina, essa pequena, confesso! O medo quem sabe tenha ficado maior que outrora!

Mas uma coisa é certa, ainda vivo a busca pela felicidade...

Sem lindas mentiras, ou com lindas mentiras necessárias!

O fato é que meus olhos continuam cheios de lua, e quero acreditar que o destino dos românticos seja um destino feliz...


"Last time I saw Richard was Detroit in 68

And he told me all romantics meet the same fate

Someday, cynical and bitter and boring someone

In some dark cafe

You laugh, he said you think you're immune,

Go look at your eyes

They're full of moon"

J. Mitchell - The Last Time I Saw Richard

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Quase Chuva

Quase começou a chover, por pouco! Foi apenas um sinal de alegria boba, que vi passar tão rapidamente! Restou o calor, a febre, a temperatura! E ânsia para que chuva venha e dessa vez dure alguns minutos mais! E assim, sempre teimosas, vamos atravessar o quintal e ir para a casa da avó, num caminho curto no qual nos deliciamos simplesmente com as gotas de chuvas! Só isso, apenas isso!

Para variar, lembrei de Clarice!

"Não tivesse eu, logo depois de nascer, tomado involuntária e forçosamente o caminho que tomei - e teria sido sempre o que realmente estou sendo: uma camponesa que está num campo onde chove"

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Isso era tudo!

Vez ou outra alguma coisa que você vê, lê ou escuta, faz sentido em sua vida!
Lemos Clarice (Lispector) no fim de semana, por exemplo! Contos, alguns! Um deles, "O primeiro beijo", chamou bastante nossa atenção! Clarice discorre, ao seu modo intimamente peculiar,as emoções e a sensação da passagem da infância para a adolescência! Ela é tão atenciosa aos detalhes, ao mesmo tempo em que é tão egoísta quando não os conta explicitamente,reservando-os para o momento certo. Assim é Clarice, sempre há um momento de epifania, de revelação, quando você parece encontrar a resposta! E foi assim em "O primeiro beijo"....
Queria hoje uma narrativa de Clarice, pois assim saberia que em um dado momento do enredo, haveria de se encontrar uma resposta!
Na verdade, nem sabemos se queríamos encontra-la mesmo! Se é que por acaso ela existe!
E outra, nem era sobre isso que queríamos escrever agora!
A intenção primeira era compartilhar uma foto de mural no facebook e a frase de Caio Fernando Abreu que a acompanhava!

"Ela gostava de estar com ele, ele gostava de estar com ela. Isso era tudo"



sábado, 8 de outubro de 2011

Saudades

Saudade.. saudade!
Dizem que esta é uma palavra tipicamente brasileira...
Afinal, ficamos nós condicionados a senti-la em demasiado!?
Sim, eu sinto! Demasiadamente!
Sinto saudades de tantas coisas, de tantas pessoas!
Sabe aquela saudade que aperta na hora que você vai dormir, só você o travesseiro e a saudade!
Pois é, essa está doída demais! Dói tanto, como se faltasse uma parte, um pedaço!
Daí, as imagens vêm no fragmento de sonhos e quando você acorda o lamento é tão grande!
Pois a saudade continua!
E como se o tempo ficasse cada mais longo, e os dias fossem como meses e os meses fossem como os anos.. E assim o tempo não passa! Mas, parece que para!
O que fazer? Existiria por assim dizer uma solução!?
Sim, não só existiria como existe!
Ficar perto, estar perto, sentir-se perto!
Sim, que fácil solução!
No entanto, não é tão fácil! Não ainda! Será! Sim será!
E, apesar da saudade, a certeza de que ela passará em breve motiva a pequena a persistir!
Afinal, quem disse que seria fácil?
Não ninguém disse! E ela sabe disso!
Sim ela sabe!
Ela sabe também que só se tem saudade do que se ama, do que se ama muito!
Por isso ficamos aqui, eu a pequena e saudade!