terça-feira, 11 de setembro de 2012

Escrevendo escondido no sábado



O ponteiro circulando
Passam horas, passam dias
O peito aperta, os olhos dispersam
Cenas povoam a mente
Vezes em forma de filme,
Outras em fotografias

Dá-lhe infusão de sentimento
Suave e intenso
Como numa sinfonia
Ora tranqüilo, sereno



A vida é assim
O tempo às vezes ajuda
Ou atrapalha e vira agonia
Só conhecemos o doce
Quando provamos o amargo
E a prática é bem mais difícil que a teoria


Por X.O

"Coisas como as cartas trocadas"

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

E quando não há culpados?

Quis escrever um romance há um tempo atrás, há muito atrás eu diria. Do mesmo jeito que quis dizer coisas, visitar pessoas, conhecer lugar, quis isso, há muito tempo atrás. Mas continuo querendo, inclusive escrever o romance. E assim, sigo o conselho de Mário de Andrade, e vou deixando o tempo para trás e tentando me dedicar às jabuticabas que ainda estão no cesto, ah, e usando muito gerúndio também, afinal, faz parte.
Quis voos altos e ainda os quero. Falta-me coragem! Ou talvez a certeza. No entanto, ultimamente não me nego os voos desde que o pouso seja certo, ou pelo menos que eu faça de conta que seja certo.
Seria como tirar os pés do chão e ficar na pontinha dos pés... Arriscando com cautela.
O ruim disso tudo é saber que na real é complicado se arriscar. Na real é complicado lidar com seus fantasmas, com seus defeitos. Na real, ser real, humano, é inegavelmente complicado. Isso porque na condição de ser humano a gente complica tudo mesmo, faz parte.
Vou sendo assim do jeito que dá! Desejando coisas que a vida talvez não possa me dar mais. Ou talvez até posso só que de outro jeito. Quem sabe?! Ela talvez!
Por isso, sigo praticando aquele exercício do filme (a pequena e sua mania de filmes)... Quando sinto saudades, envio amor e luz, e esqueço! Ou pelo menos tento esquecer...
Mas nessa rota sem rota, nessa estrada sem caminho certo, pedras se esbarram, se topam, se tocam, sem qualquer planejamento! De quem é culpa? De ninguém... Não há culpados! Do mesmo que não há culpados, é preferível que não haja dor, porque senão em quem se colocaria a culpa... Por isso, na dúvida, ou na certeza de eximir-se, o melhor mesmo é não eleger culpados.
E assim desse jeito assim, vive-se, ou na maioria das vezes, tenta-se...
No caso da pequena, ela tem tentando, e conseguido, na maioria das vezes.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

De algum jeito

Odeio algumas lágrimas que deviam ser invisíveis e não são. Ah, mas deixa elas ai. As vezes ele vem como a saudade, que pode aperta tanto o peito que faz derramar águas pelos olhos! Típico daquelas frases de caminhoneiro. Vi muitas assistindo ao filme maravilhoso, "A Beira do Caminho". Tipo "Quando não se tem nada, a metade é o dobro"... Uma película linda que me tocou demais.

Com uma trilha sonora de doer, daquelas dos boêmios românticos apaixonados e desgraçados (quem disse que seria para todo mundo um mar de rosa).  Deu só Roberto, na maioria das vezes... A história de um caminhoneiro que tenta fugir dos seus fantasmas que encontra a beira do caminho um menino que, ao contrário dele, tenta se encontrar consigo, com sua vida, com o pai que nunca conheceu. A relação entre eles é tão bonita! Vale a pena. Fez-me lembrar Benjamim (O Palhaço) e Gil (Midnight Paris), que ao contrário do retraído e econômico com as palavras e sorrisos, João, buscam o combustível que justifique sua vida sem graça. Gil e Benjamim acabam descobrindo na simplicidade de seus cotidianos, debaixo dos seus respectivos narizes, a fonte para continuar seguindo. É certo que para enxergar o que está na cara, suas fugas foram fundamentais.

João não quer se encontrar com ele, pelo contrário, quer fugir dele, a todo custo. Seu passado é torturador! E o pequeno Duda, otimista que é, só quer o aposto de João. E alegria do menino vai cativando o caminhoneiro aos poucos, até que temos um final feliz...

Nem vou falar do outro pano de fundo do filme... Que se desenvolve a partir de um triângulo amoroso.... Ative-me aos cenários do filme, a fuga de João e sua relação com Duda.

Meu foco foi aquele aquele cenário de estradas, postos de gasolinas, e cidades quase esquecidas, que me fez lembrar também das minhas aventuras (lê-se de trabalho e muito trabalho) que seguem no sentido Norte/Sul ou Sul/Norte da BR 153 que cruza o estado do Tocantins. Mas isto é assunto de outros posts.

No entanto, queria ter algo em comum com João, Duda, Gil e Benjamim, queria que nos filmes nos quais eles estrelam, o final pra mim também fosse feliz... De algum jeito!

Com colaborações!



terça-feira, 21 de agosto de 2012

Liberdade Oculta

Vi oculto o eclipse e tentei entender qual sinal viria oculto por ali. Se estava oculto, pensei, talvez não valesse a pena tentar entender. Resolvi esperar o dia em que o segredo ali oculto se revelasse para mim, sem motivo aparente ou pressão.
Segui viagem e segui seguindo, foi o que me restou. Fui-me e busca de mim e dos ocultos que atormentavam a minha mente dual, dividida, indecisa. Queria estar ou não podia estar, não estive. Pelo menos agora não podia estar. Estarei um dia! Estaremos!
Conformada, pelo menos por enquanto, aprisionei-me na situação comum e não aceitável de conformar-me sempre. E nisso, o que confortava de fato, era a mínima certeza de libertação futura, por enquanto oculta, mas um dia livre, leve e pública.

sábado, 18 de agosto de 2012

Quando pensei!

Conheci um poeta bandido que dizia que “o amor não tem culpa e nem desculpa, te amo porque sim e só”... Tão simples pensei... Será?! E nesse pensar, pensei, pensei, pensei! repetidas vezes o mesmo verbo e o mesmo ato.
Cansei de pensar... Poderia ser simples, pensei. Daí volte mais uma vez a pensar de novo. Desisti de pensar e pensei em ignorar aquilo. Não consegui. Pensei que estava pensando demais naquilo e resolvi pensar em esquecer.
Esqueci. Lembrei de novo! Compliquei tudo. Ai, de tanto pensar, cheguei à conclusão de que pensamos tanto, tanto e tanto e não fazemos nada.  Ou fazemos?
Pensando nisso resolvi agir, escrevi, escrevi, e  nisso comecei a pensar no que escrever. Digamos que de tanto pensar não consegui escrever nada, e então decidi escrever sobre pensar.  Uma boa ideia? Pensei que não.
Daí de descobri, de uma vez por todas,  que tudo deveria ser simples, tudo , até mesmo pensar. Assim como o amor, a amizade, que existem, existem sim, porque sim e só. Sem culpa ou desculpa. Com todas as formas, cores e modos.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Lágrimas invisíveis


Homem chora por dor e por amor. Sim, todos choramos. Até mesmo quando não temos lágrimas que validem nossa dor. Lágrimas são ilustrativas, na maioria das vezes. São exageradas, às vezes, até desnecessárias. Mas de qualquer forma são lágrimas sejam visíveis  ou não. Aquela lágrima que vem de dentro e fica lá dentro, diríamos (eu e a pequena) que é a pior. Quando a situação não lhe dá o direito sequer chorar. Quando ela aperta o coração e sufoca de tal maneira que não há caminhos sequer para ela ganhar o mundo.

Verdades dependem dos contextos. Cada um tem a sua e tem o seu. Temos a nossa. De qualquer forma, não há porque perder tempo em julgamentos, talvez em conselhos.  Lágrimas escondidas revelam o querer bem e o não querer assumir que erras de fato.

A troca existe, sempre existirá. Assim como a verdade, depende do contexto e do que é melhor no momento em que a troca acontece. De qualquer forma, ser maior que isso faz parte. Chorar com ou sem lágrimas faz parte. Viver, cair, tropeçar, levantar, aprender, reaprender. Tudo isso faz parte.

“Quando tá escuro e ninguém te ouve, quando chega a noite e você pode chorar”. Sim, vamos esperar a noite, pois mesmos visíveis, nossas lágrimas não serão vistas por ninguém, além de nós (eu e a pequena).

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Deixe pra lá...



Começando a pensar nisso. Deixar para lá não quer dizer não querer fazer, ou estar fazendo pouco caso. Deixar para lá pode ser simplesmente não precisar fazer! Como retirar o inútil, o supérfluo, o que não dá e nem daria futuro. Então, para que deixar para amanhã, não adiei mais, simplesmente ignore. Deixe para lá. Começando a fazer isso, ou simplesmente tentando. Deixando para amanhã... Nãooooo... Agora mesmo deixando lá, onde está e pronto... 

terça-feira, 3 de julho de 2012

Nunca gostei de bonecas

Tenho cachos rebeldes e passei violeta no cabelo! Fiz desenhos de jenipapo nas pernas, nos braços e no rosto! Gosto de colares de conchinhas, sementes e botões! Não curto tendências, apesar de as vezes me pegar em uma delas, quem está livre... Gosto do diferente, do exótico, sem me preocupar se é feio ou bonito. Nunca gostei de bonecas, sempre gostei de gente e de sua diversidade. Isso sim é beleza!

via: http://rosedayanne.blogspot.com.br/2012/07/nunca-gostei-de-bonecas.html

terça-feira, 26 de junho de 2012

Galera, novo blog

Galera, lindas e lindos do meu Brasil.
Quem não conhece, este é o meu novo blog.
Quem quiser conhecer, sejam bem vind@s!

Rose Dayanne com Prosas, Notícias e Indagações
http://rosedayanne.blogspot.com.br/

O que parecia tão fugaz

Sim, a beleza é mesmo tão fugaz, canta Lulu Santos. A vida é tão fugaz! Tanta coisa é tão fugaz. Que virá a ser fugaz? Nem sei, só sei que achei a palavra tão bonita, me chamou a atenção pra escrever e pensei que coubesse bem no que sinto hoje. Me fez lembrar de fuga, voracidade, breve... Pesquisei e vi que era tipo assim mesmo.
Coloquei-me a pensar como coisas tão sérias podem ser tão fugazes, digo, rápidas, digo, que nos leva a uma fuga de nós e a um encontro consigo mesmo. Dá medo.  Deu medo.
No entanto, eu acho tão bonito isso, de ser abstrato baby, quer dizer, eu achava tão bonito, quando era apenas abstrato, baby. Hoje parece tão real e vejo que a palavra fugaz não cabe mais tanto assim.
Volte a ser fugaz... No entanto, não menos voraz. Pairam dúvidas, travessas e não pequenas.
Mas são boas. Como são!
Parece que não é simplesmente mais uma idéia que existe na cabeça, pois ela tem acontecido, sem obrigação de acontecer...
O fato é que prefiro esconder, deixar subentendido, viver, para mim mesma. As vezes, mesmo sem querer, não consigo, e mesmo assim isso vai sem eu dizer.
Sobre essas coisas, se as amaldiçoarei um dia, ou ao contrário, as abençoarei, só Deus poderá me responder. Talvez já saiba a resposta. No entanto, vou postergando.

Isso que dá ouvir Lulu!


Apenas mais uma de amor...

Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido

Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontecer

Eu acho tão bonito isso
De ser abstrato baby
A beleza é mesmo tão fugaz

É uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de acontecer

Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer

Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber

Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido

Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de acontecer

Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer

Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
E eu vou sobreviver...
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Recado do Bem-te-vi

Olha quem veio me visitar ontem a tarde!
Bem te vi, e te vi e bem que vi!
Compreendi seu recado! A natureza tem dessas coisas, dessas surpresas!
Nesse instante, a sensibilidade me fez perceber a poesia e o alerta...
 

"Não se aflija minha linda, ainda tem muito ar no pulmão e sangue nas veias, a esperança permanece viva."
Mensagem do Bem-te-vi.



sexta-feira, 27 de abril de 2012

‎"MULHER bonita é a que LUTA!

‎"MULHER bonita é a que LUTA!


Veta, Dilma!




Vamos nos mobilizar, não podemos perder mais essa... Não podemos entregar nosso país, nossas riquezas assim... Abrir mão... Mobilização, isso! Use seus perfis de redes sociais, todos que tiver, até mesmo os fakes... Nós sabemos que o texto do novo Código Florestal mantém as modificações que atendem exclusivamente ao setor agropecuário, que satisfaz as ambições da bancada ruralista e abre ainda mais brechas para mais e mais desmatamentos e para anistia dos crimes ambientais... Só pesquisar e verificar o perfil de quem vota a favor do Novo Código. Esses parlamentares estão indo contra a vontade do povo brasileiro, que por meio da sociedade civil organizada, já entregou vários documentos pedindo, quer dizer, implorando, pela não aprovação do Código.

O povo brasileiro está insatisfeito e os gritos de ordem e insatisfação ecoam na Internet, redes sociais, nas ruas, por todo canto... A nossa chance, talvez última, é o veto total da presidente Dilma Rousseff.

Vamos pedir à nossa Presidenta para que ela vete o projeto de lei que vai deixar nossas florestas sob a ameaça DAS motosserras. Vamos salvar a Amazônia e as demais florestas brasileiras. Vamos salvar nossa vida...
Por favor, vete o projeto do Código Florestal. Vamos tentar salvar a Amazônia e as demais florestas brasileiras da destruição.

Assine essa petição:

Comigo mesmo!


As vezes o corpo clama por reconhecimento, por percepção, sensação! Ele está cansado de ser superficial, de não ser ele! Quer descobrir-se e descobre-se, pode demorar, mas um dia você se vê frente a você mesmo... Em demasiado contentamento, afinal, você está com você mesmo... ... Como nunca estivera antes, como nunca lhe foi permitido estar... Tudo soa mais familiar! Tudo é tão prazeroso... Não sabia até então como era bom ser você mesmo ... E nesse momento, nada mais do que se passou parece ser verdade, como se tudo começasse a valer naquele exato segundo! Não que nada do que passou não tenha existido... Sim, existiu, ainda existe! Faz parte da sua história, do seu passado... algumas coisas você sonha em esquecer, outras sempre é bom lembrar... o fato é que existindo ou não, essas coisas passam a não ser verdade. Como explicarei??? Questiona-se, pelo menos! Nós entendemos!
Estive com ela esses dias, eu e eu mesmo! Estou apaixonado por mim, num complexo de narciso, sou feliz, sou triste, sou pensativo... Ando oscilando, ando na verdade vivendo! Seguramente, sem medidas, sabendo que a medida virá quando chegar a hora...

sábado, 14 de abril de 2012

A Bahia dos extremos

A Bahia é algo assim, um paradoxo constante... Salvador, principalmente... O Pelô especificamente... Nas terras soteropolitanas, os extremos sociais se encontram, ao mesmo tempo em que a cidade expele beleza, glamour e alegria, a pobreza nas ruas de Salvador é extrema, com crianças, jovens e adultos imersos na triste realidade das drogas, miséria e abandono...

Nesse espaço em que a história de escravidão é tão presente, faz-se ainda atual, por que não... Sinceramente, nunca tinha visto o vício de tão perto... Numa rua, Igrejas belíssimas, o comércio a todo vapor, turistas e mais turistas..  Na rua de baixo, o comércio é outro, tráfico e dependentes tentam alimenta a todo custo seu vício...

Mas, mesmo com toda essa realidade crua que vi, não deixei de aproveitar a Bahia, sem baianos, por incrível que pareça... Há poucos baianos no Pelô, os que por ali estão, normalmente são os trabalhadores e trabalhadoras, e os mendigos... Ao mesmo tempo em que há gente de todos os cantos do Brasil e do mundo!

Na ruas do Pelô, rodas de samba, capoeira, mulheres de tranças e dreads fazendo tranças e dreads em outras mulheres e homens... Artista anônimos, sambistas, cheios de axé, cheio de toda essa bagagem cultural da Bahia de todos os santos e santas...

Mas o fato é que, toda menina e menino baiano têm um jeito que Deus dá, como diria o também baiano Gilberto Gil... E tem também defeitos, que Deus e que Deus dá... Um povo alegre e marento, bonito e feio, calmo e estressado, ao extremo, coisas do tipo, 8 ou 80...

E assim foi a Bahia, Recife, São Luís, Ouro Preto, um misto de conhecimento e procura... Igrejas, janelas, esculturas... Praia, quando tem né, MG, por exemplo, nem rio rolou! E nessa ida eu vou, quer dizer, vamos... 
Queria um tiquinho do mundo,  mas descobri que mundo lá fora pulsa no meu Coração, e isso já basta...